O SNEL11 encerrou ao final de agosto a sua quinta emissão pública de cotas com captação de R$ 1,01 bilhão por meio da subscrição de 116,4 milhões de cotas a R$ 8,65 por 424 investidores. Com isso o patrimônio líquido saltou de R$ 929,5 milhões em julho para R$ 1.834,3 milhões em agosto e o valor de mercado foi de R$ 959,5 milhões para R$ 1.857,3 milhões. O caixa e equivalentes passou de R$ 18,24 milhões para R$ 158,5 milhões, o que representa 8,7% dos ativos ante 2,1% no mês anterior, e a base de cotistas cresceu de 119.274 para 127.630. A cota de mercado recuou de R$ 8,34 para R$ 8,26 com a cota patrimonial estável em R$ 8,08 e o P/VP passou de 1,03 para 1,02. O gestor informa que os recursos serão destinados à aquisição de usinas solares já operacionais e não a construção greenfield, com potencial de levar a capacidade de cerca de 150 MWp para até 400 MWp, e detalha um pipeline mapeado de 64 projetos em 14 estados somando 230 MWp com TIR real média projetada de 17,44% ao ano, sendo 100% operacionais ou com condição de estarem operacionais para o closing.
Na frente de portfólio, o SNEL11 concluiu em agosto o closing da UFV São Gabriel do Oeste de 3,4 MWp na área da Energisa-MS, ativo ainda sem locatário e com RMG de 6 meses e NOI Yield normalizado projetado de 16,1%. Com isso os projetos em operação passaram de 25 para 26 e a capacidade instalada foi de 103,5 MWp para 106,9 MWp, mantido o total de 37 projetos e 149,4 MWp quando incluídos os ativos em aquisição. O vencimento médio ponderado dos contratos de locação alongou de outubro de 2036 para agosto de 2041. A geração total do portfólio consolidado subiu de 11.325 MWh para 11.464 MWh, alta de 1,2% ante o mês anterior, com indicador de eficiência de 117,3 para 114,7 MWh por MWp e percentual de operacionais de 93,2% para 93,5%.
Outro destaque do mês foi o desfecho regulatório envolvendo a Light, que passou a operacionalizar em agosto a cobrança retroativa da diferença entre o índice provisório de 8,59% e o reajuste médio de 16,69%. O SNEL11 tem cerca de 14% da capacidade instalada na área da Light no Rio de Janeiro e o gestor indica efeito em duas camadas, com potencial one-off positivo no aluguel variável das usinas e elevação estrutural do preço da energia na região. Na parte de resultados, a distribuição foi mantida em R$ 0,10 por cota, com dividend yield anualizado passando de 15,38% para 15,54% pela queda da cota de mercado, e o gestor projeta manter R$ 0,10 até dezembro, ante guidance anterior de R$ 0,10 a R$ 0,11 para os três meses seguintes, com ressalva de revisão a qualquer momento. A receita de locação subiu de R$ 5,94 milhões em julho para R$ 10,11 milhões em agosto, enquanto a receita de aplicação de caixa caiu de R$ 8,27 milhões para R$ 0,92 milhão, levando o resultado distribuível de R$ 13,35 milhões para R$ 11,64 milhões e o lucro acumulado por cota de R$ 0,021 para R$ 0,005. A liquidez recuou de R$ 85,26 milhões para R$ 67,33 milhões no mês, com média diária de R$ 3,70 milhões para R$ 3,20 milhões.