SNEL11

SUNO ENERGIAS LIMPAS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO IS RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/07/2026

Entrega

04/09/2026 18:28

Resumo

O SNEL11 manteve em julho de 2026 a distribuição de R$ 0,10 por cota, com dividend yield anualizado de 15,38% sobre a cota de mercado de R$ 8,34, mesmo patamar de junho. O patrimônio líquido do SNEL11 subiu de R$ 888,6 milhões para R$ 929,5 milhões e o valor de mercado foi de R$ 922,9 milhões para R$ 959,5 milhões, enquanto a cota patrimonial passou de R$ 8,03 para R$ 8,08 e o P/VP recuou levemente de 1,04 para 1,03. A base do SNEL11 chegou a 119.274 cotistas ante 112.685 em junho, novo máximo histórico, mas o volume negociado caiu de R$ 151,6 milhões em junho, com média diária de R$ 7,22 milhões, para R$ 85,3 milhões em julho, com média diária de R$ 3,71 milhões. O caixa e equivalentes informado no resumo caiu de R$ 24,24 milhões para R$ 18,24 milhões e o lucro acumulado por cota subiu de R$ 0,005 para R$ 0,021, com retorno total do mês ainda negativo em 1,09%, ante 3,04% negativos em junho.

A principal novidade do mês no SNEL11 foi a reavaliação dos imóveis adquiridos na segunda e terceira emissão, com valor justo passando de R$ 279,26 milhões em dezembro de 2025 para R$ 310,50 milhões em julho de 2026, alta de 11,2% no período. Os destaques foram São Bento com alta de 21,0%, Liberdade com 18,5% e Catena com 13,6%, enquanto apenas Pains com queda de 0,9% e Pirassununga com queda de 9,7% tiveram revisão negativa. Na parte comercial, o SNEL11 celebrou dois contratos Take or Pay de 5 anos com a Setta Energia para 2,65 MWp das UFVs Várzea 2 e 3, o que representa cerca de 43,5% dos 6,1 MWp do projeto Várzea, com diferimento dos 6 primeiros aluguéis para pagamento entre o 20º e o 31º mês e cobertura por RMG. Também houve a troca de locatário em Matozinhos 1, com saída da Enercooper, que pediu rescisão e está com débitos e multa em cobrança, e entrada da Ultra Energia em contrato de 3 anos na modalidade de energia compensada, com demanda imediata pela capacidade total e cobertura por RMG durante a transição.

Na operação, a geração consolidada do SNEL11 foi de 11.325 MWh em julho ante 11.057 MWh em junho, alta de 2,4%, com indicador de eficiência de 117,3 MWh por MWp ante 114,5 MWh por MWp, mantida a capacidade instalada de 103,5 MWp em 25 projetos e 93,2% operacionais. No detalhamento, Matozinhos passou a aparecer desdobrado em Matozinhos I com 3,28 MWp locado à Ultra até 07/2029 e Matozinhos II com 3,28 MWp locado à Performa até 06/2038, e Várzea passou a aparecer como Várzea 1 ainda indefinida e Várzea 2 e 3 locadas à Setta até 07/2031. Com isso a exposição a contratos indefinidos caiu de 24% para 22% em MWp, a compensada subiu de 53% para 57%, a participação da Setta subiu de 5% para 7% e a Ultra passou a representar 3%, no lugar da Enercooper, e o vencimento médio ponderado passou de mai/2037 para out/2036. No resultado, a receita de locação caiu de R$ 7,13 milhões em junho para R$ 5,94 milhões em julho, enquanto a receita de aplicação e movimentação de caixa saltou de R$ 0,43 milhão para R$ 8,28 milhões, levando a receita total de R$ 7,56 milhões para R$ 14,22 milhões e o resultado distribuível de R$ 11,66 milhões para R$ 13,36 milhões, mantido o distribuído de R$ 0,10 por cota. A carteira total foi de R$ 912,3 milhões para R$ 954,9 milhões, com redução do FII de liquidez de R$ 203,0 milhões para R$ 179,9 milhões e inclusão do CRI Platão de R$ 11,4 milhões ao lado dos CRIs Pirelli e Fametro.