O SNEL11, fundo de investimento imobiliário focado em energias limpas, encerrou o exercício de 2025 com receita total de R$ 54,4 milhões, crescimento de 138% em relação ao ano anterior, impulsionado por receitas imobiliárias de geração distribuída solar. As despesas somaram R$ 8 milhões, resultando em lucro de R$ 46,4 milhões e margem de 85,2%. No período, o fundo realizou diversas aquisições de ativos como BARRA ENERGI, CANAPOLIS, CANOA QUEBRA, PARAMIRIM e outros projetos solares, além de investimentos em FII HOLDING PROJETOS (R$ 217,8 milhões) e LIQUIDEZ PROJETOS GD (R$ 226,6 milhões), totalizando aportes financiados pelo patrimônio, com objetivo de rentabilidade e ganho de capital. A expansão ocorreu via terceira e quarta emissões de cotas, captando R$ 166 milhões e R$ 622 milhões, respectivamente, diversificando o portfólio em 11 estados.
A conjuntura de 2025 destacou o avanço regulatório da Lei 14.300/2022, com impactos na geração distribuída, favorecendo ativos GD-0 e GD-1 do portfólio, que mantêm condições tarifárias atrativas. O valor contábil dos ativos imobiliários inclui posições como DRS IMPETUS (R$ 28,8 milhões, +16,16%) e DRS VOLTXS (R$ 32,8 milhões, -18,36%), com avaliações por empresa especializada conforme ICVM 516. Não há processos judiciais relevantes reportados.
Para 2026, o SNEL11 planeja crescimento disciplinado, adensando clusters em regiões consolidadas para eficiência operacional e entrando em novas praças de alta demanda por geração distribuída, aproveitando juros elevados para aquisições brownfield. A gestão ativa priorizará maximizar receitas recorrentes e ocupação dos ativos existentes. A remuneração do administrador é de 1,25% a.a. sobre o patrimônio líquido, com taxa mínima mensal de R$ 25 mil e performance de 20% sobre IPCA + 7%. A distribuição de cotistas é pulverizada, com 67,66% em faixas até 5% das cotas.