No relatório de janeiro 2026 do SNEL11, a distribuição permaneceu em R$ 0,10 por cota, com DY anualizado em 14,88%, ante 14,97% em dezembro 2025. A cota patrimonial caiu para R$ 8,21 de R$ 8,22, enquanto a cota de fechamento subiu para R$ 8,60 de R$ 8,55, elevando o P/VP para 1,05 de 1,04. O patrimônio líquido registrou R$ 907,9 milhões, leve redução dos R$ 909,4 milhões anteriores, e o número de cotistas cresceu para 68.218 de 63.023. O retorno total do mês foi 1,75%, com volume negociado de R$ 45,2 milhões, mais que o dobro dos R$ 29,6 milhões de dezembro.
A ANEEL retornou à bandeira verde em janeiro, com reservatórios subindo 9,6% e acima da média histórica, confirmando tendência de dezembro. Na UFV Itabira, a Serena iniciou ramp-up comercial, encerrando dezembro 2025 com 41% de vacância, e o fundo recebeu 47% dos R$ 2,63 milhões da rescisão com o antigo inquilino CMU, parcelado em 30 meses. Em São Bento Abade, consumo dos consorciados atingiu 29% do injetado em dezembro 2025, iniciando recebimento de aluguéis, com performance técnica em 97,3% do projetado.
A geração consolidada do portfólio foi de 6.264 MWh em janeiro 2026, com destaques para Mundo Melhor em 863 MWh e Petrolina em 862 MWh. Ramp-ups com NUV mostram ocupação ponderada de 26%, com São Bento Abade e Mundo Melhor em 31%, Catena em 7% e Malbec em 19%. A simulação de receita na maturidade segue em R$ 4,87 milhões mensais totais, sem mudanças.
Nos resultados, receitas totais subiram para R$ 11,43 milhões de R$ 9,92 milhões em dezembro, mas receita de locação UFVs caiu para R$ 9,05 milhões de R$ 9,80 milhões, compensada por aplicações em R$ 2,38 milhões. Despesas aumentaram para R$ 1,00 milhão de R$ 0,82 milhão, com resultado de exercício em R$ 10,43 milhões e distribuível em R$ 12,04 milhões. Lucro acumulado por cota recuou para R$ 0,008 de R$ 0,012.
A carteira manteve alocação com 45% em UFVs, 24% em FII liquidez, 23% em FII GD e 7% em caixa, total R$ 936 milhões. Capacidade instalada em 78,73 MWp, com exposição majoritária a CEMIG-MG (29%) e NUV (56%). Guidance indica R$ 0,10 a 0,11 por cota nos próximos três meses, dependendo de ramp-ups, reajustes e conexões.
A estratégia segue focada em aquisições de ativos operacionais prontos, com carências em Petrolina 2/4 encerrando em fevereiro 2026, Pirassununga de dezembro 2025 a julho 2026, e ramp-ups de Mundo Melhor e São Bento Abade até abril 2026. UFV Liberdade segue aguardando conexão em GO, com análise de judicialização.