O relatório anual de 2025 do SNEL11 apresenta um fundo focado em usinas solares fotovoltaicas de geração distribuída, com contratos de locação de longo prazo que buscam previsibilidade na receita. Durante o ano, o patrimônio líquido avançou de R$ 185,6 milhões para R$ 909,4 milhões, após a conclusão da terceira e quarta emissões de cotas, que captaram mais de R$ 788 milhões. O número de cotistas dobrou para 63.023 e o valor de mercado das cotas chegou a R$ 946,3 milhões, com a cota patrimonial encerrando o período em R$ 8,22.
O portfólio foi ampliado com a aquisição de diversos ativos, totalizando 42 projetos e 149,4 MWp de capacidade instalada, sendo a maior parte já operacional e distribuída em estados como Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo. Os contratos de locação são predominantemente na modalidade de compensação de energia, com locatários como NUV Energia respondendo por grande parte da ocupação, e o vencimento médio ponderado fica em abril de 2037. O relatório ainda detalha reajustes tarifários em distribuidoras como CEMIG e Eletro, além de realocações contratuais em ativos como Petrolina e Itabira.
Os resultados financeiros mostram receitas de R$ 54,1 milhões em 2025, com crescimento de 137% em relação ao ano anterior, e distribuição total de R$ 1,20 por cota, que gerou um dividend yield anualizado de 14,97%. O retorno acumulado desde o início ficou em 72,4%, superando o IFIX no mesmo período. O documento também aborda iniciativas sociais, com o compromisso de priorizar a contratação de mão de obra do Instituto Água Viva para serviços de operação e manutenção em usinas localizadas na região de atuação do instituto.