Em junho de 2026, o SNCI11 distribuiu R$ 1,00 por cota, mantendo a orientação entre R$ 1,00 e R$ 1,10 para o terceiro trimestre. O dividend yield anualizado fechou em 13,95% com base no preço de mercado de R$ 86,00, enquanto o patrimônio líquido atingiu R$ 405,43 milhões e a relação preço sobre valor patrimonial ficou em 0,89x. O fundo registrou um retorno ajustado de -2,16% no mês, alinhado com a queda do IFIX, mas acumula ganho de 11,42% nos últimos 12 meses, acima do índice de referência.
O portfólio do SNCI11 conta com 44 ativos, majoritariamente CRIs ligados a empreendimentos imobiliários, que representam cerca de 49,9% do patrimônio. A gestão realizou compras como o CRI Oliveira e ações da Gafisa para apoiar obras em andamento, além de vendas temporárias e quitações de operações compromissadas. Quatro ativos seguem em tratamento especial devido a inadimplência: os CRIs AIZ, Vanguarda, RDR e Solar Junior, com medidas de recuperação em curso que envolvem reuniões de cotistas e ações legais para minimizar impactos.
A alavancagem líquida ficou negativa em -11,85%, indicando que o fundo atua como credor em operações compromissadas. O cenário macroeconômico traz Selic em queda para 14,25%, mas com inflação ainda elevada, o que pressiona o mercado de fundos imobiliários. A gestão mantém foco em monitoramento rigoroso dos colaterais e diversificação, com previsão de novas alocações em julho e agosto.