SNCI11

SUNO RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/11/2025

Entrega

22/12/2025 20:25

Resumo

No mês de novembro de 2025, o fundo Suno Recebíveis Imobiliários (SNCI11) manteve a distribuição de rendimentos em R$ 1,00 por cota, em linha com o guidance para o trimestre. No entanto, houve uma redução no resultado acumulado, que passou de R$ 0,25 por cota em outubro para R$ 0,16 por cota em novembro. A queda no resultado do período foi influenciada principalmente pela diminuição nas receitas de juros e correção monetária dos CRIs da carteira. A cota patrimonial registrou uma leve alta, para R$ 97,69, e a cota de mercado fechou o mês em R$ 81,68, resultando em um indicador P/VP de 0,84, uma ligeira recuperação frente ao mês anterior.

A gestão continuou ativa, realizando R$ 5,6 milhões em compras e R$ 1,4 milhão em vendas. As aquisições foram focadas em CRIs já existentes no portfólio (WIMO IV, LocPay Sênior e Bit Barueri), enquanto a venda foi de cotas do FII SNME11. Essas movimentações resultaram em um leve aumento da alavancagem líquida do fundo, que passou de 11,49% para 12,07% do patrimônio líquido. A liquidez média diária, por sua vez, diminuiu de R$ 622 mil em outubro para R$ 533 mil em novembro.

Uma novidade relevante foi a inclusão de um novo ativo na lista de tratamento especial, o CRI Solar Junior, que se tornou inadimplente em novembro. A gestão destaca que a exposição a este CRI é residual, representando apenas 0,1% do patrimônio do fundo. Em relação aos outros ativos problemáticos, a situação do CRI Vanguarda se deteriorou, com a estimativa de recuperabilidade sendo reduzida para aproximadamente 80% do valor de custo, ante os 95% esperados em outubro, devido a litígios judiciais com adquirentes informais. Por outro lado, o processo de recuperação do CRI RDR apresentou avanços, com uma amortização de R$ 1,9 milhão e a previsão de uma nova recuperação de R$ 1,4 milhão em dezembro. O caso do CRI AIZ também caminha para uma resolução, com uma nova assembleia de credores marcada para o final de dezembro para deliberar sobre a quitação dos papéis.