Em agosto de 2026, o SNAG11 manteve a distribuição em R$ 0,12 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 15,8% pelo preço de mercado. O fundo teve lucro líquido de R$ 10,12 milhões, ou R$ 0,113 por cota, abaixo dos R$ 10,73 milhões distribuídos; a diferença foi coberta com reservas, que terminaram em R$ 0,096 por cota. Para setembro a novembro, a gestora indicou uma faixa de distribuição entre R$ 0,115 e R$ 0,125 por cota.
O portfólio reúne 17 ativos, tem patrimônio líquido de R$ 906 milhões e registrou inadimplência zero. O retorno total informado é de CDI + 2,76%, com rendimento all-in de 17,04% e duração média de 4,57 anos. A carteira está concentrada principalmente em CRAs (56,7% do patrimônio) e FIAGROs/FIIs (32,3%), com exposição majoritária ao CDI (91,6%) e o restante ao IPCA. A cota fechou o mês a R$ 9,75, ante valor patrimonial de R$ 10,13, e o fundo tinha 138.987 cotistas.
A gestora relatou compras de CRAs no mercado secundário, incluindo papéis ligados a MBRF e Minerva, com recursos da oferta recente. Segundo a carta, a estratégia busca aproveitar a elevação das taxas de juros e a abertura dos spreads de crédito; como exemplo, o CRA MBRF com vencimento em 2030 apresentava spread de cerca de 501 pontos-base sobre a NTN-B de prazo semelhante. O relatório também destaca que o cenário de juros e as condições do mercado de crédito podem afetar os preços dos ativos e o valor das cotas.