No relatório de setembro de 2026, o SNAG11 manteve a distribuição mensal em R$ 0,12 por cota, resultando em um dividend yield anualizado de 15,5%, ante os 15,8% apurados em agosto. O resultado líquido gerado recuou de R$ 10,12 milhões (R$ 0,113 por cota) para R$ 9,25 milhões (R$ 0,103 por cota). Em razão da distribuição ter superado a geração do mês, houve consumo de R$ 1,49 milhão em reservas, reduzindo a reserva acumulada por cota de R$ 0,096 para R$ 0,079. Para o último trimestre do ano, o gestor ajustou o guidance de distribuição para a faixa entre R$ 0,11 e R$ 0,13 por cota, frente ao intervalo anterior de R$ 0,115 a R$ 0,125.
O patrimônio líquido do SNAG11 passou de R$ 906,09 milhões para R$ 892,70 milhões, com o valor patrimonial da cota recuando de R$ 10,13 para R$ 9,98. No mercado secundário, a cotação subiu de R$ 9,75 para R$ 9,91, levando a relação de preço sobre valor patrimonial de 0,96 para 0,99. A liquidez média diária avançou de R$ 1,5 milhão para cerca de R$ 1,8 milhão, e a base de cotistas expandiu de 138.987 para 141.824 investidores. A carteira encerrou o período sem registros de inadimplência.
Com a redução da taxa Selic de 14,00% para 13,75%, a remuneração média da carteira passou de CDI + 2,76% para CDI + 2,73%, enquanto o yield all-in foi de 17,04% para 16,75%, com duration em 4,54 anos. O gestor indicou a estratégia de ampliar gradualmente a participação em ativos indexados à inflação para capturar prêmios da curva de juros. Em consequência, a exposição a ativos em IPCA aumentou de 8,4% para 9,5% do patrimônio líquido, ao passo que a parcela em CDI reduziu de 91,6% para 90,5%. A posição em caixa encerrou em R$ 50,11 milhões, representando 5,61% do fundo.
A carteira passou a totalizar 18 ativos, ante 17 em agosto, alcançando 391 devedores. Durante o mês de setembro, o fundo adquiriu R$ 4 milhões no CRA BRF com vencimento em 2027 a NTN-B mais 3,49% e adicionou R$ 4,6 milhões à série BRF 2030 a taxas entre NTN-B mais 4,09% e 4,79%. Como evento posterior destacado, no início de outubro foram investidos R$ 10 milhões no CRA ACP Bioenergia a uma taxa prefixada de 21,50% ao ano com vencimento em 2027.
O relatório trouxe atualizações estruturais sobre créditos relevantes da carteira. No caso do CRA Ruiz Coffees, foi concluída a transição do recebível para cotas seniores de um Fiagro que agora detém as terras antes dadas em garantia, arrendadas de volta ao grupo cafeeiro com cotas subordinadas retidas pelo devedor como colchão de crédito. Já no CRA Boa Safra, principal alocação do fundo com 34,53% do patrimônio líquido, cerca de 30% do lastro venceu entre agosto e setembro e entrou em processo de substituição revolvente por uma carteira pulverizada de mais de 240 novos devedores avaliados individualmente.