O relatório de setembro de 2026 do SNAG11 informa que o fundo manteve a distribuição mensal em R$ 0,12 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 15,5% sobre o preço de mercado. O patrimônio líquido ficou em R$ 892,7 milhões, ou R$ 9,98 por cota, enquanto a cotação no mercado era de R$ 9,91, um P/NAV de 0,99x. O fundo tinha 141.824 cotistas e liquidez média diária de aproximadamente R$ 1,8 milhão. A carteira somava 18 ativos e a inadimplência permaneceu zerada. O rendimento da carteira foi de CDI + 2,73%, com yield total de 16,75% e duration média de 4,54 anos. A gestora divulgou orientação de distribuição para o quarto trimestre de 2026, entre R$ 0,11 e R$ 0,13 por cota.
Um dos pontos centrais do documento é a atualização sobre a reestruturação do CRA do Grupo Ruiz (Ruiz Coffees), de R$ 50 milhões em principal, que equivale a cerca de 5,5% do patrimônio líquido do SNAG11. O fundo transferiu o CRA para um Fiagro e recebeu em troca cotas seniores, que têm prioridade de recebimento sobre as cotas subordinadas. Esse Fiagro passou a ser proprietário das terras que antes serviam de garantia e as arrenda de volta ao Grupo Ruiz, de modo que o pagamento do arrendamento substitui os juros do CRA. Com isso, o fundo deixa de ser um credor que precisaria executar garantias na Justiça em caso de inadimplência e passa a deter participação em um fundo dono de um ativo real, com as cotas subordinadas, detidas pelo próprio Grupo Ruiz, funcionando como proteção adicional.
No mercado secundário, o fundo aproveitou spreads elevados e comprou R$ 4 milhões do CRA BRF julho de 2027, a NTN-B + 3,49%, além de ampliar em R$ 4,6 milhões a posição no CRA BRF julho de 2030, a taxas entre NTN-B + 4,09% e NTN-B + 4,79%. Já em 2 de outubro, o SNAG11 investiu R$ 10 milhões no CRA ACP Bioenergia, com taxa fixa de 21,50% ao ano e vencimento em julho de 2027, lastreado em duplicatas de compra de fertilizantes. O relatório também detalha a estrutura rotativa do CRA Boa Safra: cerca de 30% dos recebíveis cedidos em junho venceram entre agosto e setembro e a substituição estava próxima da conclusão, com um novo conjunto de mais de 240 devedores, sendo pouco mais da metade pessoas físicas, o que reduz a concentração.
Por fim, o documento explica que, com o corte da Selic para 13,75%, o rendimento total do fundo caiu acompanhando a taxa básica, o que levou a gestora a aumentar gradualmente a alocação em ativos indexados ao IPCA, mantendo cautela nessa migração. Em setembro, a receita distribuível foi de R$ 10,37 milhões e o lucro líquido de R$ 9,25 milhões, ou R$ 0,103 por cota, abaixo da distribuição de R$ 0,12 por cota, o que gerou uso de reservas no total de R$ 1,49 milhão e deixou o saldo de reserva em R$ 0,079 por cota.