RZTR11

FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RIZA TERRAX

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/07/2026

Entrega

28/08/2026 18:28

Resumo

No relatório de julho de 2026 do RZTR11, o principal destaque é a nova rodada de más notícias sobre receitas e a confirmação de que a distribuição de rendimentos foi revisada para baixo. O fundo pagou R$ 0,90 por cota, mantendo o patamar de junho (que já havia sido reduzido de R$ 1,00), e a projeção do gráfico de rendimentos indica valores entre R$ 0,80 e R$ 0,90 para agosto e setembro, abaixo do histórico de R$ 1,00 a R$ 1,05 de 2025. A gestão justifica a redução pelo menor fluxo de recebimentos recorrentes previsto para o segundo semestre, além do impacto da inadimplência da Fazenda Bom Jardim, que representa perda estimada de R$ 5,6 milhões até dezembro (cerca de R$ 0,30 por cota em 2026).

Sobre a Fazenda Bom Jardim, houve um agravamento: o contrato de arrendamento foi rescindido de pleno direito após o arrendatário não quitar a parcela vencida em abril, a opção de compra foi extinta e o prazo de devolução da posse venceu em 22 de junho. Em contrapartida, o laudo da S&P Global apontou valor de liquidação de R$ 82,1 milhões para o ativo, registrado hoje por R$ 60 milhões, o que deve gerar impacto positivo de aproximadamente R$ 1,17 por cota no patrimônio — ganho que ainda não foi reconhecido. A gestão negocia ativamente a venda dessa fazenda e dos ativos de Land Equity, com potencial de ganhos de capital que poderiam sustentar distribuições maiores no futuro.

Outra novidade relevante é a mudança no formato do relatório: a gestão passou a divulgar a DRE completa do fundo, com histórico de todos os exercícios, como medida de transparência. A DRE de julho tem caráter estimativo, baseada em fluxos projetados. Os números mostram receita total de R$ 19 milhões em julho, abaixo dos R$ 20,4 milhões mensais recorrentes dos meses anteriores, e receita financeira de R$ 2 milhões.

O patrimônio líquido ficou estável em R$ 1,84 bilhão, e a gestão informou que a auditoria independente encaminhou os novos laudos de avaliação das fazendas, com prazo até 30/09/2026 para o administrador concluir a remarcação dos valores patrimoniais — processo que pode alterar a cota patrimonial de R$ 97,61. No mercado, a cota caiu de R$ 89,69 para R$ 88,04, com P/VP recuando de 0,92 para 0,90 e retorno total bruto negativo de 0,84% no mês, acumulando -3,21% no ano contra 8,14% do CDI. O número de cotistas caiu de 146.324 para 145.325.

A carteira seguiu praticamente inalterada: 25 ativos, 84.141 hectares, mesma distribuição por estratégia (51% Sale & Leaseback, 29% Buy to Lease, 17% Land Equity, 3% caixa), taxa média de arrendamento de 14,73% e DY de 12 meses subindo para 12,98%. No panorama agrícola, a colheita da safrinha de milho está praticamente concluída nas principais regiões (MT, TO, GO e MA), com produtividades boas em geral, exceto nas lavouras tardias do leste do Maranhão, que apresentaram redução.

Em resumo, o relatório comunica aos cotistas um cenário de rendimentos menores no curto prazo, a evolução do caso de inadimplência da Bom Jardim (com perda de receita, mas potencial ganho patrimonial de R$ 22,1 milhões), a conclusão iminente da remarcação das fazendas pela auditoria e a continuidade das negociações de venda de ativos como fonte potencial de ganhos futuros.