No relatório de julho de 2026, o ponto mais relevante é o anúncio da Assembleia Extraordinária de Cotistas, em que a gestora detalha todos os itens da consulta formal em andamento. A proposta central continua sendo a incorporação da carteira de ativos do LSAG11 via nova emissão de cotas (4ª emissão), com integralização em ativos avaliados por laudo independente, renúncia ao direito de preferência e autorização para aquisição de ativos de partes relacionadas. Na prática, o encadeamento dos itens não mudou em relação a junho, mas o relatório dedicou mais espaço à explicação dos benefícios esperados, como redução de custos de securitização ao permitir investimento direto em CPR-F, ganho de escala sem diluição patrimonial e custo de estruturação pago pelo LSAG11. Nota-se também que, em julho, o relatório deixou de detalhar explicitamente o item (vi), de aprovação específica do conflito de interesses.
Na frente de resultados, houve uma elevação na distribuição: o rendimento subiu de R$ 0,120 para R$ 0,125 por cota, elevando o dividend yield mensal de 1,39% para 1,48% e o yield de 12 meses de 18,05% para 19,29%. A gestão explica que o resultado apurado em julho foi de R$ 0,1247 por cota, o que significou um consumo de apenas R$ 0,0003 do resultado acumulado, diferente de junho, quando houve um excedente de R$ 0,0014. A mensagem é que a geração recorrente é saudável e que o evento de crédito da Uniggel não deve impactar o nível de dividendos, inclusive com expectativa de manutenção dos pagamentos ligeiramente acima do patamar observado em 2026 nos próximos meses, conforme o gráfico de projeções para agosto e setembro.
Sobre a Uniggel, a situação permanece semelhante à do mês anterior: a companhia obteve decisão judicial prorrogando o stay period para um segundo período, e o fundo segue atuando na execução da garantia de alienação fiduciária de terras, com cronograma em linha do previsto. A exposição segue excluída do resultado recorrente desde janeiro.
No mercado secundário, a cota caiu de R$ 8,62 para R$ 8,44, uma variação de -2,09% no mês, ampliando o desconto sobre o valor patrimonial, com P/VP de 0,85. O número de cotistas recuou de 89.539 para 88.363, interrompendo a trajetória de alta do gráfico histórico, e a liquidez média diária diminuiu de cerca de R$ 1,53 milhão para R$ 1,23 milhão.
A carteira segue praticamente estável nos principais indicadores: 102,27% do PL alocado, spread médio de 4,52% sobre o CDI e duration de 2,10 anos, iguais aos de junho. Entre mudanças menores, a participação da cultura de algodão subiu de 7% para 13%, a estratégia de caixa passou de 4% para 8% (caixa de R$ 24,9 milhões contra R$ 19,2 milhões), e os investimentos de longo prazo caíram de 82% para 79%. No Anexo I, alguns vencimentos foram reajustados em relação ao mês anterior, como KPS (nov-31 antes set-31), Grupo MG (jun-31 antes jun-32) e Safra Sul (out-32 antes out-31), além da redução do volume da operação Irmãos Gatto de R$ 34,3 milhões para R$ 28,6 milhões, sugerindo pequenos reperfis na carteira.
De modo geral, o relatório transmite a mensagem de continuidade: resultado estável, distribuição em alta, gestão do caso Uniggel em curso e foco na aprovação da assembleia que viabiliza a incorporação da carteira do LSAG11.