A PwC emitiu opinião com ressalva sobre as demonstrações financeiras do RURA11 em 30 de junho de 2026. O motivo foi a falta de evidências de auditoria suficientes para confirmar a posição financeira e o valor justo de cotas de fundos investidos, que somavam R$ 316,3 milhões, equivalentes a 19,16% do patrimônio líquido. Por isso, não foi possível determinar se seriam necessários ajustes nos investimentos, nos resultados ou no valor da cota; a opinião do auditor ressalva os possíveis efeitos dessa limitação.
O patrimônio líquido era de R$ 1,65 bilhão, ante R$ 1,64 bilhão no ano anterior. A carteira tinha exposição predominante ao agronegócio, por meio de CRA, FIDC, FIAGRO e CPR, além de R$ 354,7 milhões em operações compromissadas. O lucro líquido subiu de R$ 188,8 milhões para R$ 220,2 milhões, e as distribuições reconhecidas no exercício passaram de R$ 164,9 milhões para R$ 215,0 milhões. A rentabilidade média contábil informada foi de 13,30%, ante 11,64%; ao fim de junho, a cota patrimonial era de R$ 10,31 e a cotação de fechamento, R$ 8,46.
As demonstrações registram provisões para perdas de R$ 48,2 milhões em CRA e R$ 15,3 milhões em FIAGRO, associadas a deterioração de crédito, inadimplência, atrasos e processos de recuperação judicial. O documento também destaca riscos de crédito e de mercado e lembra que, por ser um fundo fechado, o RURA11 não permite resgate de cotas; a saída depende da venda no mercado secundário, que pode ter liquidez limitada.