Em agosto o RINV11 apresentou retorno patrimonial de menos 0,7 por cento, contra menos 1,5 por cento do IFIX no mesmo mês. Com isso o retorno acumulado desde o início em novembro de 2022 passou para mais 62,3 por cento contra mais 28,2 por cento do IFIX, ante mais 63,4 por cento contra mais 30,1 por cento registrados até julho, quando o RINV11 havia caído 1,3 por cento e o IFIX 0,3 por cento.
O resultado caixa do RINV11 foi de 0,99 real por cota em agosto, abaixo dos 1,28 real por cota de julho e dos patamares acima de 1,07 real vistos entre março e junho. A gestão atribui a queda ao patamar menor de inflação, com variações de 0,16 por cento em junho, 0,07 por cento em julho e menos 0,32 por cento em agosto, e indica que pela defasagem do indexador o efeito deve seguir pressionando o resultado por cerca de mais dois meses. A distribuição foi mantida em 1,05 real por cota, igual a julho, o que representa dividend yield de 1,1 por cento sobre a cota patrimonial de 99,88 reais no fim de agosto, ante 1,0 por cento sobre 101,63 reais em julho. Após a distribuição o RINV11 ficou com 1,09 real por cota em reservas, ante 1,16 real em julho. O patrimônio líquido passou de 511,4 milhões de reais em julho para 502,6 milhões em agosto e a cota a mercado foi de 103,22 reais para 102,29 reais.
Na atribuição de desempenho do mês, os FIIs contribuíram com menos 0,9 por cento, enquanto os CRIs contribuíram com mais 0,2 por cento e as ações com mais 0,1 por cento. Em julho os FIIs haviam contribuído com menos 0,8 por cento e as ações com menos 0,7 por cento. A alocação ao fim de agosto estava em 74 por cento em FIIs, 13 por cento em CRIs, 10 por cento em ações e 2 por cento em caixa, ante 74 por cento, 13 por cento, 9 por cento e 3 por cento em julho. Dentro dos FIIs, a parcela de recebíveis era de 52,6 por cento do PL, hedge funds 17,2 por cento e lajes comerciais 4,3 por cento, ante 53,4 por cento, 17,0 por cento e 4,1 por cento em julho. A carteira de FIIs negociava em média a 0,79 vez o valor patrimonial com dividend yield de 15,1 por cento ao ano nos últimos doze meses, ante 0,81 vez e 14,3 por cento em julho.
Na carteira de FIIs a principal movimentação foi o desinvestimento integral no Kinea High Yield, o KNHY11, com aumento de posição no RBR Crédito Estruturado, o RBRY11. No caso do KNHY11 a gestão informa que iniciou a posição mais recente em fevereiro de 2026 a 1,0 vez P VPA, se beneficiou do período de inflação elevada e zerou a posição com o fundo a 1,02 vez P VPA, com TIR de 13,4 por cento ao ano contra menos 7,6 por cento do IFIX no mesmo ciclo. No caso do RBRY11 a gestão cita queda de 7,8 por cento no ano e preço de 0,80 vez P VPA, atribuída a receio com governança na troca de gestão, novas remarcações e redução de dividendos, e cita expectativa de melhora do recorrente por redução de prejuízo em FIIs, remarcações já feitas e retomada do pagamento do FII Casas AAA, que representa 13 por cento do PL do fundo investido. Em julho o destaque havia sido o aumento em CYCR11.
Na carteira de recebíveis, que segue com 17 operações e remuneração média de IPCA mais 11,4 por cento ao ano e CDI mais 2,0 por cento ao ano, ante IPCA mais 11,5 por cento e CDI mais 2,1 por cento em julho, a novidade foi o início das amortizações do CRI Pinheiro de Sá, de 0,9 por cento do PL. A operação financia o Next Residence em Serra no Espírito Santo, entregue no segundo trimestre de 2026, e teve amortização de cerca de 20 por cento do saldo devedor em agosto. A gestão informa 15 milhões de reais em recebíveis mais 37 milhões em estoque frente a dívida de 32 milhões. As demais posições ficaram estáveis, com pequenas variações de peso, como UNIQ de 1,6 para 1,7 por cento e MRV Flex XIII de 1,6 para 1,7 por cento, e Pinheiro de Sá de 1,1 para 0,9 por cento. A receita de CRIs caiu de 868,8 mil reais em julho para 826,8 mil em agosto, com a correção monetária recuando de 195,9 mil para 92,5 mil reais.
Na carteira de ações o destaque foi a MRV, com valorização de 16,2 por cento no mês após resultados e continuidade da desalavancagem com desinvestimento da Resia, sendo negociada segundo a gestão a 0,5 vez P VPA. Em julho o destaque havia sido o dividendo extraordinário de LOGG3 equivalente a 0,12 real por cota do RINV11. A parcela de ações subiu de 9,0 para 10,0 por cento do PL, dividida em incorporação 4,7 por cento, shoppings 4,3 por cento e propriedades 1,4 por cento, ante 4,1 por cento, 4,1 por cento e 0,7 por cento em julho.