No relatório de setembro de 2026, o RINV11 registrou um retorno patrimonial de 2,1%, superando o IFIX, que recuou 0,2% no mesmo período, e apresentando recuperação em relação à queda de 0,7% reportada em agosto. O resultado mensal foi de R$ 1,11 por cota, superando os R$ 0,99 do mês anterior, patamar que havia sido pressionado pela defasagem da inflação mais baixa. A distribuição de rendimentos permaneceu estável em R$ 1,05 por cota, equivalente a um dividend yield de 1,04% sobre a cota patrimonial. Como o resultado superou o dividendo pago, a reserva de lucros acumulada do fundo subiu de R$ 1,09 para R$ 1,15 por cota. O patrimônio líquido alcançou R$ 508,0 milhões, com o valor patrimonial por cota subindo de R$ 99,88 para R$ 100,96 e o valor de mercado avançando de R$ 102,29 para R$ 103,30.
Ao contrário de agosto, quando os fundos imobiliários foram os principais detratores, em setembro todas as classes de ativos trouxeram contribuição positiva, com os FIIs gerando mais 1,1%, as ações mais 0,7% e os CRIs mais 0,4%. A alocação da carteira encerrou o mês com 74% em cotas de FIIs, 11% em CRIs, 10% em ações do setor imobiliário e 4% em caixa. Em comparação a agosto, a fatia em CRIs recuou de 13% para 11%, enquanto o caixa dobrou de 2% para 4%. Na carteira de fundos imobiliários, a exposição a recebíveis representava 53,6% do fundo, hedge funds somavam 15,9% e lajes comerciais 4,8%, mantendo um desconto médio de 0,79x sobre o valor patrimonial e dividend yield anualizado de 15,1%.
Entre as alterações de carteira, a principal movimentação em FIIs foi o encerramento total da posição no fundo de fundos XPSF11, gerando uma taxa interna de retorno estimada em 11,8% no ciclo, com objetivo de realocar recursos em opções com maiores descontos. Na carteira de recebíveis diretos, o RINV11 realizou desinvestimentos com apuração de ganho de capital no CRI FGR e no CRI Grupo Mateus, aproveitando a compressão das taxas de mercado após a resolução de ruídos contábeis da companhia, o que gerou R$ 527,4 mil em receitas de negociação de CRI. Paralelamente, houve nova integralização no CRI Uniq, acompanhando o avanço físico das obras, que atingiram 89% de conclusão.
No segmento de ações imobiliárias, a maior valorização do mês veio da Allos, que subiu 11,6%, apoiada na venda de ativos secundários e programa de recompras, ao mesmo tempo em que a Log Commercial Properties anunciou proventos. A exposição setorial em ações ficou dividida em 4,8% em incorporação, 4,3% em shoppings e 1,4% em propriedades. De maneira consolidada, o relatório demonstra que a gestão do RINV11 aproveitou o mês para monetizar posições que atingiram menor assimetria de retorno, reforçar as reservas acumuladas e manter o foco em FIIs de recebíveis com deságio frente ao valor patrimonial.