O documento divulgado é o prospecto definitivo da 13ª emissão de cotas do RECR11, com registro da oferta concedido pela CVM em 3 de julho de 2026. A oferta prevê a distribuição pública primária de inicialmente 4.606.000 novas cotas, em série única, ao preço de emissão de 89 reais por cota, totalizando inicialmente 409.934.000 reais. A distribuição será feita sob o regime de melhores esforços pela Apex Group Distribuidora, que também atua como administradora e gestora do RECR11, com consultoria especializada da REC Gestão de Recursos, sem lote adicional ou suplementar e sem cobrança de taxa de ingresso dos investidores, sendo os custos da oferta arcados pelo próprio fundo. Será admitida distribuição parcial desde que atingido o montante mínimo de 30.000.031 reais, equivalente a 337.079 cotas, e caso esse mínimo não seja alcançado a oferta será cancelada com devolução dos valores integralizados.
A oferta é destinada a investidores em geral enquadrados no público-alvo do RECR11, divididos entre não institucionais, com pedidos inferiores a 1 milhão de reais, e institucionais, com pedidos iguais ou superiores a esse valor, sendo no mínimo 20 por cento do montante final reservado aos não institucionais. Foi assegurado direito de preferência não negociável aos cotistas detentores de cotas na data-base de 10 de abril de 2026, com fator de proporção de 0,17419487816 por cento, a ser exercido a partir de 6 de julho de 2026 até 19 de outubro de 2026 na B3 e até 20 de outubro de 2026 no escriturador, além de direito de subscrição de sobras para quem exercer a preferência e manifestar interesse. A coleta de intenções vai até 30 de outubro de 2026, com procedimento de alocação em 3 de novembro de 2026, liquidação da oferta em 6 de novembro de 2026 e anúncio de encerramento previsto para 9 de novembro de 2026. As novas cotas serão integralizadas à vista em dinheiro ou por compensação de créditos, gerarão recibos não negociáveis que só passarão a ser negociados na B3 após o anúncio de encerramento e a liberação pela bolsa, e terão os mesmos direitos políticos e patrimoniais das cotas existentes.
Os recursos líquidos captados serão aplicados conforme a política de investimentos do RECR11, focada principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários, além de Letras de Crédito Imobiliário, Letras Hipotecárias e outros títulos permitidos, com objetivo de buscar rentabilidade que acompanhe o IMA-B acrescido de 1 por cento ao ano e distribuir no mínimo 95 por cento dos resultados apurados pelo regime de caixa. O prospecto apresenta um pipeline meramente indicativo de 11 operações de CRI nos segmentos de incorporação, varejo, loteamento e hotel, indexados a CDI mais 3 a 5,5 por cento e a IPCA mais 10 a 10,7 por cento, somando cerca de 409,9 milhões de reais, sem nenhum documento vinculante assinado e sem garantia de que essas operações serão efetivamente adquiridas. O documento detalha ainda o histórico de cotações em bolsa, o estudo de viabilidade elaborado pela gestora com projeções de dividend yield, os custos estimados da distribuição de cerca de 12,1 milhões de reais, a taxa de administração de 0,20 por cento ao ano e a taxa de consultoria de 1 por cento ao ano, além de extensa lista de fatores de risco como crédito dos devedores dos CRI, flutuação de mercado e liquidez das cotas, inadimplência e execução de garantias, concentração de carteira, mudanças tributárias e regulatórias e possibilidade de distribuição parcial.