O RECR11 distribuiu R$ 0,7373 por cota referente a agosto, com dividend yield mensal de 0,94% sobre a cota de mercado de R$ 78,71, o que equivale a 111% do CDI líquido e a um anualizado de 11,24%. O valor é bem abaixo do mês anterior, quando o fundo havia distribuído R$ 1,0987 por cota com yield de 1,373% e 146% do CDI. No acumulado de 12 meses a distribuição passou para R$ 10,84 por cota ante R$ 10,89 em julho, enquanto desde o IPO o acumulado subiu para 171,7% sobre a cota de R$ 100,00 contra 97,0% do CDI líquido. A cota de mercado caiu de R$ 80,00 para R$ 78,71 e a cota patrimonial de R$ 88,05 para R$ 87,70, com patrimônio líquido de R$ 2,318 bilhões ante R$ 2,328 bilhões e base de 173.041 cotistas ante 174.052.
Na movimentação da carteira, o mês foi de giro menor que julho. Em agosto foram quatro aquisições somando cerca de R$ 8,9 milhões, sendo R$ 4,0 milhões no CRI Ativos Residenciais Diversificados a CDI mais 3,00% ao ano, R$ 1,9 milhão no CRI Villagio Jardins a CDI mais 5,50%, R$ 1,8 milhão no CRI Pulverizado Lançamentos Residenciais a IPCA mais 10,50% e R$ 1,2 milhão no CRI Matarazzo Retail IV a CDI mais 4,95%. As alienações somaram cerca de R$ 6,9 milhões em sete papéis, com destaque para R$ 3,5 milhões no CRI Patrifarm, além de vendas menores de VCA 3, Buriti, Vokkan 2, Fasano Salvador, Crediblue e VIC 5. Em julho, para comparação, houve uma única compra de R$ 23,3 milhões em Matarazzo Retail e mais de R$ 54 milhões em vendas, além de rolagem de operação compromissada que não foi citada em agosto.
O nível de alocação seguiu em 94% dos recursos, agora em 99 operações de CRIs e 6 posições em FIIs ante 93 CRIs no mês anterior. O saldo em CRIs subiu para R$ 2,243 bilhões ante R$ 2,222 bilhões, o saldo em FIIs caiu para R$ 77,9 milhões ante R$ 79,7 milhões, o imóvel Morumbi Plaza seguiu em R$ 75,9 milhões, o caixa em fundos D0 subiu para R$ 56,2 milhões ante R$ 46,6 milhões e outros ativos caíram para R$ 5,0 milhões ante R$ 22,3 milhões. Por indexador, a carteira segue com 53% em IPCA, 28% em IPCA sem variação negativa, 17% em CDI ante 16% em julho e 2% em IGPM. Por risco, 73% corporativo e 27% pulverizado, sem mudança, e por segmento houve leve alta de incorporação para 33% ante 32% e queda de pessoa física para 9% ante 10%, com loteamento em 17%, hotel em 14% e invest imobiliário em 13%. Entre securitizadoras, Opea segue com 38%, Habitasec com 26%, Província passou para 15% ante 14% e Riza para 15% ante 16%. Quase toda a carteira segue adimplente, com mudança de status dos CRIs Olimpo 1 e Olimpo 2 que passaram de vencimento antecipado em julho para repactuação em agosto, e saída do CRI Patrifarm da Riza após a venda.
No resultado gerencial, as receitas com CRI e FII caíram para R$ 23,3 milhões em agosto ante R$ 33,7 milhões em julho, enquanto a marcação a mercado foi positiva em R$ 18,9 milhões ante R$ 12,5 milhões. O lucro em regime caixa caiu para R$ 19,4 milhões ante R$ 29,7 milhões, explicando a queda do dividendo, e a despesa com operação compromissada foi de R$ 1,36 milhão ante R$ 1,63 milhão. Na B3, a liquidez subiu mesmo com a queda da cota, com volume de R$ 61,6 milhões ante R$ 56,6 milhões, média diária de R$ 2,93 milhões ante R$ 2,46 milhões e 806 mil cotas negociadas ante 698 mil, com preço médio de R$ 76,47 ante R$ 81,01 e faixa entre R$ 73,18 e R$ 80,49.