O relatório de demonstrações financeiras do RBRX11 em 31 de dezembro de 2025, auditado pela PwC com opinião de adequação às práticas contábeis brasileiras para FIIs, mostra um patrimônio líquido de R$ 1.413,7 milhão, contra R$ 278,6 milhões em 2024, impulsionado por aportes significativos via emissão de cotas (R$ 125 milhões em dinheiro e R$ 1.001,8 milhões em ativos como CRIs, cotas de FIIs e LCIs). O ativo total alcançou R$ 1.427,9 milhões, com destaque para certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) em 47,2% e cotas de fundos imobiliários em 46,3%, refletindo a estratégia multiestratégia do fundo administrado pela BTG Pactual.
O lucro líquido do exercício foi de R$ 60,9 milhões (R$ 0,42 por cota), ante R$ 26,5 milhões (R$ 0,90 por cota) em 2024, com valor patrimonial da cota em R$ 9,66 (R$ 9,46 em 2024). As receitas imobiliárias somaram R$ 62,9 milhões, impulsionadas por rendimentos de CRIs (R$ 32,6 milhões) e cotas de FIIs (R$ 15,5 milhões), menos despesas operacionais de R$ 4,9 milhões. Foram distribuídos R$ 52,2 milhões em rendimentos (102,7% do resultado base caixa), com caixa final de R$ 56 milhões após fluxos negativos em operações e investimentos, compensados por financiamentos.
Entre os destaques, o fundo manteve foco em mensuração a valor justo de CRIs e cotas de FIIs (principais assuntos de auditoria), com carteira diversificada em emissores como Opea e Vert, e FIIs como Global Apartamentos e RBR Malls. Eventos incluem adaptação ao regulamento CVM 175 para responsabilidade limitada, redução temporária da taxa de gestão para 0,8% a.a., aquisição da gestora pela Pátria Investimentos (mudança para Patria Plus Multiestratégia em 2026) e compromisso de venda de imóvel no Kalea Jardins por R$ 7,3 milhões (participação do fundo).