No relatório de abril de 2026 do RBHG11 o patrimônio líquido chegou a R$ 188,80 milhões, acima dos R$ 187,84 milhões de março, com a cota patrimonial em R$ 87,09 contra R$ 86,64 no mês anterior, uma variação positiva de 0,5% decorrente de reprecificação dos ativos. A cota no mercado fechou em R$ 68,47, com dividend yield anualizado de 13,86% sobre o valor de mercado, inferior aos 14,58% registrados em março.
A distribuição do mês foi de R$ 0,80 por cota, menor que os R$ 0,85 de março, mas a reserva de lucros subiu de R$ 0,09 para R$ 0,31 por cota. O fundo manteve o retorno de CDI mais 2,6% nos últimos doze meses, conforme comparado com o mês anterior. O guidance para o primeiro semestre de 2026 continua dentro da banda entre R$ 0,70 e R$ 0,90 por cota, sem alterações.
O número de ativos caiu para 33, contra 34 em março, com a participação de CRIs em 94,9% do patrimônio, ligeiramente abaixo dos 95,9% do mês anterior, e FIIs estáveis em 3,3%. O LTV médio da carteira subiu para 48%, de 47,76% em março. O spread médio dos papéis indexados ao IPCA permaneceu em mais 9,9%, enquanto o CDI+ ficou em mais 4,5%.
Entre as atualizações da carteira, as negociações de New Village seguem em andamento, com o primeiro leilão sem arremate e novo leilão previsto para maio. A operação PESA ainda não teve a venda concluída e há previsão de assembleia para avaliar prorrogação do prazo. Na BRK foi acordado pagamento de parcelas fixas pelos próximos quatro meses, com aplicação de waiver fee de 0,5% do saldo devedor. No Porto 5 entraves para obtenção do habite-se levaram à convocação de assembleia para deliberar acréscimo ao saldo devedor. O CRI Mago, adquirido em março por R$ 7,5 milhões a IPCA mais 12,5%, não teve movimentação reportada adicional em abril.
O número de cotistas recuou para 7.593, de 7.642 em março. A alocação por setor mostrou incorporação em 42,3% e loteamento em 23,7% dos CRIs, com residencial respondendo por 65,8% da carteira. O vencimento dos ativos segue concentrado entre 2031 e 2034.