No relatório de setembro de 2026, o RBFM11 reportou um resultado contábil de R$ 0,108 por cota, valor que cobriu integralmente a distribuição anunciada de R$ 0,108 por cota, correspondendo a um dividend yield anualizado de 13,2% sobre o preço de mercado. Esse desempenho representa uma recuperação operacional frente a agosto, quando o resultado gerado foi de R$ 0,106 por cota e demandou o uso de reservas para manter o mesmo patamar de proventos. O fundo manteve sua faixa de guidance de distribuição para o segundo semestre de 2026 entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota, encerrando o mês com R$ 0,013 por cota em reservas acumuladas no semestre e R$ 0,24 por cota no acumulado da atual gestão.
Em relação à gestão da carteira, a principal novidade foi a alocação tática de R$ 3,8 milhões na aquisição de cotas do VBI Prime Properties (PVBI11), elevando a exposição a esse ativo para 1,9% do patrimônio líquido. A operação foi realizada a um custo médio de R$ 20.920 por metro quadrado e deságio de 37% sobre o valor patrimonial dos imóveis, mirando ganho de capital e potencial de locação da vacância física de 20% do portfólio adquirido. Essa movimentação de compra contrasta com a postura vista no mês anterior, que foi marcada pelo desinvestimento com prejuízo em TRXF11.
Na composição patrimonial, a alocação no segmento de tijolo avançou de 56% em agosto para 58% em setembro, enquanto a participação em títulos e fundos de papel permaneceu estável em 29% e os fundos de fundos e multiestratégia continuaram em 9%. A fatia alocada em desenvolvimento foi zerada no período. As maiores posições do portfólio seguem concentradas em RBVA11 com 9,8%, BTLG11 com 8,4% e RCRB11 com 7,3%. A distribuição por perfil de investimento ficou dividida entre 83% em posições estratégicas, 14% em táticas e 3% na categoria high yield.
No mercado secundário, a cota a mercado do RBFM11 recuou para R$ 9,82 em comparação a R$ 9,95 em agosto, enquanto o valor patrimonial variou ligeiramente de R$ 12,15 para R$ 12,14, levando a relação P/VP para 0,81. Com a abertura desse deságio somada ao desconto dos fundos investidos pela carteira, o potencial de upside estimado pela gestão com a tese de duplo desconto subiu de 39,6% para 44,4%. Já nos indicadores de liquidez e base de investidores, observou-se uma redução relevante no volume médio diário de negociação, que passou de R$ 348,6 mil para R$ 211,7 mil, acompanhada pela continuidade da tendência de saída de cotistas, que caíram de 20.565 em agosto para 20.135 em setembro.