PSEC11

PATRIA SECURITIES FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/09/2026

Entrega

21/10/2026 18:35

Resumo

O fato de maior destaque no relatório de setembro de 2026 do PSEC11 é a convocação formal de Assembleia Geral Extraordinária, com votação aberta até 21 de outubro, para deliberar sobre a alienação integral dos ativos do fundo para o RBRX11, seguida da posterior dissolução e liquidação do PSEC11. Caso aprovada, a operação unificará os fundos multiestratégia sob gestão da gestora, somando um patrimônio líquido conjunto de 2,6 bilhões de reais, sendo que a amortização aos cotistas do PSEC11 ocorrerá em dinheiro e/ou cotas do RBRX11.

No aspecto operacional e financeiro, o PSEC11 manteve a distribuição de 0,60 real por cota, cumprindo o guidance do terceiro trimestre e sinalizando a intenção de sustentar o mesmo patamar no mês seguinte. Contudo, a geração recorrente de caixa (FFO) recuou para 0,54 real por cota, ante 0,62 real em agosto, impactada pela menor receita vinda de FIIs, que passou de 0,41 para 0,35 real por cota, e leve retração nas receitas de CRIs, de 0,19 para 0,18 real por cota. As vendas de cotas com prejuízo geraram impacto extraordinário negativo de 0,02 real por cota, fechando o resultado mensal contábil em 0,52 real por cota. Para cobrir os proventos distribuídos, o fundo consumiu 0,08 real por cota de suas reservas acumuladas, fazendo o saldo dessa reserva encolher de 0,14 para 0,06 real por cota entre agosto e setembro.

Na composição da carteira, a alocação na estratégia de carrego subiu ligeiramente de 51,2% para 51,6% do patrimônio líquido, enquanto a estratégia oportunística recuou para 42,4% e a de ganho de capital alcançou 6,0%. A gestora deu sequência à redução e simplificação da carteira de FIIs, embora em ritmo menor do que nos meses anteriores: zerou a participação em CNES11 e diminuiu outras sete posições, totalizando cerca de 2 milhões de reais em desinvestimentos e encerrando o mês com 68 ativos de FIIs, aproximando-se da meta anual de 40 a 50 nomes. Em contrapartida, no segmento de crédito, houve a alocação de 2,3 milhões de reais no CRI Barzel I e acréscimos de 4,1 milhões no CRI Gav Jeri e de 9,0 milhões no CRI Cone Refri. O caixa líquido expandiu de 98,8 milhões de reais (7,7% do PL) para 119,4 milhões de reais (9,2% do PL), com indicação de que parte do montante será destinada em outubro a um fundo de desenvolvimento logístico.

O patrimônio líquido do PSEC11 encerrou setembro em 1,292 bilhão de reais, ou 70,26 reais por cota, registrando leve alta de 0,09% frente ao mês anterior em razão da marcação a mercado favorável de CRIs, especialmente do Galleria A Meza. No mercado secundário, a cota fechou negociada a 51,12 reais, mantendo o desconto patrimonial com relação de preço sobre valor patrimonial em 0,73x. A liquidez média diária recuou de 2,0 milhões de reais em agosto para 1,3 milhão de reais em setembro, e a base de cotistas encolheu de 80.590 para 79.431 investidores. Nos ativos monitorados em lista de observação, a gestão comunicou que, além do processo de reestruturação das garantias do CRI Cortel, está em negociações para a venda definitiva dessa posição, ao passo que a operação do CRI Medabil seguiu adimplente após os acordos com a empresa e a seguradora.