PORD11

POLO CRÉDITO IMOBILIÁRIO - FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

21/08/2026

Entrega

21/09/2026 10:32

Resumo

PORD11 manteve a distribuição de R$ 0,098 por cota referente a agosto, mesmo valor de julho e dos meses anteriores, com o total de 12 meses passando de R$ 1,189 para R$ 1,192 por cota. O dividend yield do mês foi de 1,16% sobre a cota de mercado de R$ 8,44, ante 1,17% sobre R$ 8,38 em julho, e o yield de 12 meses passou de 14,19% para 14,12%. A inflação acumulada ainda não distribuída subiu de R$ 0,029 para R$ 0,030 por cota. O valor de mercado de PORD11 subiu de R$ 312,4 milhões para R$ 314,4 milhões, o patrimônio líquido foi de R$ 355,5 milhões para R$ 355,87 milhões, a cota patrimonial foi de R$ 9,53 para R$ 9,54, o P/VP seguiu em 0,88 vez e a duration passou de 3,23 para 3,22. O número de cotistas subiu de 46.513 para 49.641.

A principal novidade comunicada pela gestão de PORD11 foi a liquidação da primeira tranche do CRI Prestes em agosto, com liberação de R$ 8,15 milhões, equivalente a 2,29% do PL, além de liberação adicional de R$ 4,75 milhões em setembro, equivalente a 1,34% do PL, com uma tranche remanescente a liberar conforme originação de novos recebíveis. Trata-se de operação 100% proprietária com incorporadora com quem a gestora trabalha desde 2021, com cessão fiduciária de recebíveis pro-soluto, razão de garantia de 138% considerando recebíveis dentro do prazo e de 213% considerando recebíveis posteriores. Em julho a gestão havia informado alocação oportunística de 2,45% do PL no secundário e pipeline avançado de três operações somando 10,4% do PL, e em agosto informa ainda duas operações em estruturação no segmento MCMV que devem consumir cerca de 7% do PL, além de duas propostas em discussão com companhias. A gestão dedica parte relevante do texto a explicar a resiliência do MCMV, com dados de lançamentos, vendas e financiamentos, a baixa correlação com a Selic por funding via Caixa e FGTS, e a atenção ao risco pro-soluto pelo comprometimento de renda elevado das famílias.

Na composição da carteira de PORD11, o caixa recuou de 22% para 21% do PL, o CRI corporativo série única subiu de 32% para 34% com a entrada do CRI Prestes de 2,3% do PL a CDI mais 4,50% com vencimento em setembro de 2030, e a linha de debênture de 0,5% do PL referente a KLAS12, com vencimento em agosto de 2026, deixou de aparecer na carteira. A indexação passou de 44% em CDI e 52% em IPCA para 45% em CDI e 51% em IPCA, com spread médio a mercado de CDI mais 4,40% ante CDI mais 4,29% e de IPCA mais 10,88% ante IPCA mais 11,05% a 11,13% informados no mês anterior. Por segmento, o MCMV subiu de 13,4% para 16,1% da carteira de CRIs, enquanto o risco corporativo passou de 68% para 69% e a carteira pulverizada de 32% para 31%.

No demonstrativo de PORD11, o resultado total de agosto foi de R$ 3,51 milhões, abaixo dos R$ 3,79 milhões de julho e dos R$ 3,65 milhões distribuídos, o que zerou o resultado acumulado não distribuído que era de R$ 142,9 mil no início do mês. Os juros de CRI caíram de R$ 3,09 milhões para R$ 2,51 milhões, as receitas financeiras subiram de R$ 0,93 milhão para R$ 1,02 milhão, as despesas do fundo foram de R$ 592,8 mil para R$ 604,8 mil e houve R$ 232,2 mil em adiantamento de operações ante zero no mês anterior.