O relatório de julho/2026 do PORD11 mostra continuidade na estratégia de alocação e um mês de performance forte, com o fundo avançando 1,11% contra 0,76% do benchmark, elevando o acumulado de 2026 para 7,41% (contra 6,23% até junho). O valor de mercado da cota caiu de R$ 8,45 para R$ 8,38, levando o P/VP de 0,89x para 0,88x, enquanto o PL ficou praticamente estável em R$ 355,5 milhões. O dividendo foi mantido em R$ 0,098 por cota, e o yield de 12 meses subiu de 14,00% para 14,19%, reflexo da queda na cota. A gestora destaca que há R$ 0,029 por cota de inflação acumulada ainda não distribuída (R$ 0,026 no mês anterior), e o resultado acumulado não distribuído saltou de R$ 8,7 mil para R$ 142,9 mil, sinal de que a geração de resultado em julho (R$ 3,79 milhões) superou a distribuição.
Na comunicação da gestão, o ponto central é a mudança no ambiente de ofertas: depois de anos com spreads comprimidos e capital abundante, o cenário de juros altos prolongados está gerando estoque imobiliário e restrição de funding bancário, trazendo ao mercado de capitais operações com condições mais adequadas ao risco. A gestora sinaliza que esse é um ambiente favorável para análise de crédito rigorosa, com preferência por companhias de balanço sólido, boa cobertura de garantias e segmentos resilientes como MCMV. Em julho, foram alocados 2,45% do PL (R$ 8,6 milhões) no mercado secundário, em emissores já conhecidos da carteira, ritmo menor que os cerca de 4% do PL reportados em junho. O grande destaque é o pipeline: três operações proprietárias somando 10,4% do PL estão em estágio avançado de estruturação, uma devendo ser liquidada no próprio mês e as demais em setembro, além de dois term sheets enviados que somam cerca de 6% do PL. Na carta anterior eram duas operações de aproximadamente 8% do PL, indicando expansão e aceleração do pipeline.
Na carteira, o caixa recuou de 23% para 22% do PL e a exposição a CRIs corporativos subiu, com o risco corporativo passando de 66% para 68% do portfólio de CRIs. Aparecem novas posições em julho que não estavam na lista de junho, como o CRI Assaí (1,7% do PL, IPCA + 5,15%), o CRI Marca Brasil (1,2% do PL, IPCA + 14,98%) e o CRI Pulverizado 416 (1,0% do PL, IGPM+ mezanino). O FII Moema subiu ligeiramente de 9,26% para 9,31% do PL. A duration caiu de 3,39 para 3,23, e a indexação segue majoritariamente em IPCA (52%) e CDI (44%), com spreads de MTM praticamente estáveis (IPCA + 11,05% e CDI + 4,29%).
No campo macro, a novidade relevante foi o Copom iniciando o ciclo de cortes, reduzindo a Selic em 25 bps para 14% a.a. em decisão unânime, embora com tom cauteloso e balanço de riscos com assimetria altista. A inflação de 12 meses retornou ao intervalo da meta (+4,44%), mas a gestora avalia que os cortes devem ser limitados em quantidade e magnitude ao longo de 2026. O número de cotistas cresceu de 45.671 para 46.513. Não há alterações na política de distribuição, na taxa de administração (0,9% a.a.) nem na taxa de performance, e o fundo continua sem alavancagem reportada.