O documento é uma apresentação da gestora Patria sobre o PMLL11, o antigo MALL11, cuja gestão foi assumida em agosto de 2025 após aprovação em assembleia. A partir daí o fundo mudou de ticker e passou por um processo de reposicionamento, com uma cartilha de gestão que define critérios objetivos para selecionar e reciclar ativos, como shoppings dominantes em suas regiões, ABL mínima de 20 mil m², ocupação acima de 90% e maturidade de pelo menos seis anos. Em 14 meses foram realizadas 15 transações, sendo 13 aquisições e 2 vendas, movimentando cerca de R$ 1,3 bilhão, com R$ 38 milhões de lucro gerado nas vendas do Park Sul e do Boulevard Shopping Bauru. Entre as operações estão a consolidação do RBR Malls, com fatias no Pátio Higienópolis, Plaza Sul e Eldorado, e aquisições como Shopping Curitiba, Jardim Sul, Taboão, Suzano, Natal, Maracanaú, Granja Viana e Pruden Shopping.
Como resultado, o portfólio passou de 15 para 22 shoppings, de 6 para 9 estados, com a exposição a São Paulo subindo de 21% para cerca de 44% e a do Rio de Janeiro caindo de 44% para cerca de 28%, além de maior peso de consumidores das classes A e B (de 57% para 64%). O patrimônio líquido saiu de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,4 bilhões e o número de cotistas cresceu de 126,8 mil para 137,7 mil. Os indicadores operacionais também avançaram: o NOI por metro quadrado foi de R$ 90 para R$ 112 (alta de 23%) e as vendas por metro quadrado de R$ 1.418 para R$ 1.623 (alta de 14%), com ocupação estável em torno de 96%. A liquidez média diária mais que dobrou, de R$ 2,4 milhões para R$ 5,0 milhões, e o desconto sobre o valor patrimonial diminuiu, com o P/VP passando de 0,79x para 0,88x.
Na comparação com fundos semelhantes, o PMLL11 aparece com retorno total de 22,4% desde o início da gestão Patria e variação de cota de 8,8% no mesmo período, acima dos pares analisados, com dividend yield de 11,2%, volatilidade de 8,0% e alavancagem de 8,1%. O fundo destaca ainda um ganho potencial de aproximadamente R$ 10 por cota, considerando o custo de aquisição dos ativos reavaliados por laudo em comparação ao valor de laudo. No bloco de perguntas e respostas, a gestão informa que segue avaliando novas aquisições, mas espera um ritmo menos acelerado até o fim de 2026, com foco em integrar os ativos adquiridos e ganhar eficiência; considera saudável o patamar atual de alavancagem e aponta 10% sobre o total de ativos como nível ideal; não descarta novos desinvestimentos de ativos fora da cartilha ou com proposta acima do laudo, havendo negociações em andamento; e afirma que os próximos passos incluem qualificar o portfólio continuamente, sustentar o patamar de rendimentos e reduzir o desconto das cotas em relação ao valor patrimonial.