O informe anual descreve PMIS11 como um FII de papel, com carteira híbrida, gestão ativa e atuação multicategoria, e informa 14,8 milhões de cotas emitidas. No exercício, a carteira gerou resultado de R$ 0,119 por cota, considerado pela gestora alinhado às projeções. As aquisições incluíram ativos de crédito, cotas de outros FIIs e instrumentos destinados à liquidez, todos com recursos de caixa; entre estes, constam R$ 252,4 milhões em OT Soberano e cerca de R$ 4,0 milhões em LFT. Para os próximos exercícios, o fundo prevê concentrar novas alocações em CRIs, FIIs negociados com desconto e operações voltadas a ganhos de capital de curto prazo, conforme as condições de mercado.
O relatório registra IPCA de 4,64% em 12 meses até junho de 2026 e projeções de 5,02% para 2026 e 4,20% para 2027. A Selic encerrou o período em 14,25%, após o início de cortes em março, e as projeções citadas apontam 13,75% ao fim de 2026 e 12,00% ao fim de 2027. O mercado imobiliário é descrito como resiliente, com apoio do Minha Casa, Minha Vida, embora os juros elevados afetem mais os segmentos de médio e alto padrão. Na avaliação da gestora, os ativos pós-fixados ainda podem se beneficiar dos juros altos, enquanto os ligados ao IPCA refletem a inflação pressionada; a estratégia também prioriza garantias robustas e devedores com capacidade de pagamento.
A tabela de avaliação a valor justo, feita por marcação a mercado, mostra variações relevantes nos ativos, com predominância de desvalorizações e algumas valorizações pontuais. Na distribuição das cotas, 6.519 cotistas detêm participações individuais de até 5%, enquanto um cotista possui 13,41% do total. O informe também registra R$ 117,99 mil pagos no ano pela taxa global de administração, equivalentes a 0,09% do patrimônio contábil e do patrimônio a valor de mercado.