O relatório de demonstrações contábeis do PATL11 em 31 de dezembro de 2025, auditado pela Grant Thornton com opinião sem ressalvas, mostra um patrimônio líquido de R$ 445,5 milhões, queda de 7,3% em relação aos R$ 480,8 milhões de 2024. Os ativos totais somam R$ 450,1 milhões, com propriedades para investimento representando 96,7% do patrimônio (R$ 430,9 milhões), avaliadas a valor justo por laudo independente da Binswanger via fluxo de caixa descontado. Outros ativos incluem cotas do VILG11 (R$ 6,7 milhões) e caixa de R$ 8 milhões. O passivo circulante é baixo, em R$ 4,6 milhões, principalmente dividendos a pagar.
No exercício de 2025, o PATL11 registrou receita de aluguéis de R$ 41,9 milhões, similar aos R$ 41,5 milhões de 2024, mas sofreu ajuste negativo de R$ 38 milhões nas propriedades (desvalorização nos galpões RDN, Itatiaia, Postall e Solística, com cap rates subindo para cerca de 9% a.a.), parcialmente compensado por ganho de R$ 2,2 milhões nas cotas de FII. As despesas operacionais subiram para R$ 7,9 milhões (com maiores gastos de manutenção, condomínio e serviços), resultando em lucro líquido de apenas R$ 81 mil (R$ 0,02 por cota), contra R$ 23,9 milhões em 2024. O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 1,5 milhão, mas o financiamento negativo por dividendos de R$ 35,4 milhões reduziu o caixa líquido.
O fundo distribuiu R$ 35,7 milhões em rendimentos (99,3% dos lucros pelo regime de caixa), mantendo o mínimo de 95% exigido pela CVM. Não houve emissões ou resgates de cotas, e o valor unitário da cota caiu para R$ 89,25. As notas destacam riscos de mercado, crédito e baixa liquidez, ausência de derivativos e transações com partes relacionadas limitadas a taxas de administração e gestão. O fundo alterou o nome para Responsabilidade Limitada em 2025, alinhado à ICVM 175/22.