O OUJP11 manteve o dividendo em R$ 1,20 por cota em agosto, mesmo com o resultado do mês caindo para R$ 0,83 por cota, ante R$ 1,47 por cota em julho. Para sustentar a distribuição o fundo usou parte da reserva, que passou de R$ 1,66 por cota para R$ 1,29 por cota. A receita de CRI caiu de R$ 4,6 milhões para R$ 2,84 milhões e não houve ganho de capital relevante no mês, ante ganho de R$ 293 mil em julho, enquanto a receita de renda fixa subiu e as despesas totais aumentaram de R$ 443 mil para R$ 568 mil.
O principal recado do gestor segue sendo a reorganização do fundo. A proposta é vender 50% dos ativos para o FTRR11 e 50% para o JPPA11, com pagamento em cotas desses fundos e posterior liquidação do OUJP11. A novidade em agosto foi uma nova prorrogação da assembleia que vai deliberar a operação, de 28/08/2026 para 28/09/2026, conforme fato divulgado em 26/08/2026. O relatório reforça o material de apoio e o passo a passo para votação.
Na bolsa, a cota de mercado do OUJP11 caiu de R$ 72,30 para R$ 69,60, o que ampliou o desconto para o valor patrimonial, que também caiu de R$ 98,10 para R$ 97,10. Com isso o P/B passou de 0,74x para 0,72x e o dividend yield anualizado na cota de mercado subiu de 19,9% para 20,7%. O patrimônio líquido recuou de R$ 319,1 milhões para R$ 315,8 milhões, o volume negociado caiu de R$ 13,2 milhões para R$ 9,7 milhões e o número de cotistas teve queda relevante de 24.684 para 22.833. O retorno total do mês foi de 0,22%, ante 1,09% do CDI e 1,28% do IMA-B 5, e no acumulado de 12 meses passou a ficar abaixo dos dois referenciais, com 11,42% ante 12,44% do CDI líquido e 13,28% do IMA-B 5.
Na carteira, a alocação em CRI subiu de cerca de 87% para 88,3% do PL, com redução do caixa de 12,2% para 11,4%, e o total de CRIs passou de R$ 280,9 milhões para R$ 294,8 milhões. A composição por indexador mudou para 59% em IPCA, 40% em CDI e 1% em IGPM, ante 62% em IPCA e 37% em CDI em julho. Por setor, a incorporação passou de 41% para 46% e energia de 9% para 18%, enquanto loteamento caiu de 21% para 5%. Entre os maiores devedores, o CRI OAD passou a ser o maior, com 9,6% do PL entre principal e uma nova série detalhada no relatório, ante 3,6% em julho, seguido por GPCI com 7,7% e Celeste com 6,2%. O CRI Vila Fahl caiu de R$ 10,3 milhões para R$ 5,35 milhões. O LTV médio subiu de 44,7% para 49,5%, com a faixa acima de 85% passando de 5,8% para 11,7%, e a duration média recuou levemente de 2,7 para 2,6 anos.