O OUJP11 distribuiu R$ 1,58 por cota em junho, acima dos R$ 1,50 de maio, enquanto o resultado gerado no mês foi de R$ 1,17 por cota, abaixo dos R$ 1,75 do mês anterior. Com isso o saldo de resultado retido caiu de R$ 1,80 para R$ 1,39 por cota, e o gestor informa que usa esse saldo junto com correção monetária acruada para calibrar os dividendos. O patrimônio líquido passou de R$ 325,2 milhões para R$ 322,0 milhões, com a cota patrimonial de R$ 100,0 para R$ 99,0.
A principal novidade do OUJP11 segue sendo a reorganização. O relatório detalha a proposta de venda de 50% dos ativos para o FTRR11, fundo novo gerido pelo Fator, e 50% para o JPPA11, gerido pela JPP Capital, com pagamento em cotas desses fundos e posterior liquidação do OUJP11. O texto traz ainda o guia para votação na AGE convocada em 17/06/2026 pela plataforma Cuore ou pelo voto a distância da B3, e explica que se apenas a venda para o JPPA11 não for aprovada o OUJP11 continuará funcionando com os ativos remanescentes mais as cotas do FTRR11, com administração e gestão da Rio Bravo.
Na carteira, o OUJP11 adquiriu R$ 24,13 milhões do CRI GPCI IV, série 26F3491396, com vencimento em junho de 2031, duration de 3,2 anos e taxa de CDI mais 5,50% ao ano, com pagamento feito por dação dos antigos CRIs GPCI séries 24H2216619 e 26A1817348. Também aparecem como novos o CRI Lotus de R$ 5,91 milhões a CDI mais 3,50% e um segundo CRI OAD de R$ 11,46 milhões a CDI mais 4,50%, o que levou a exposição ao OAD a cerca de 7,0% do PL e o GPCI a 7,5%, maior posição. Com isso a alocação em CRI subiu de 92% para 96% do PL e o caixa caiu de cerca de 8% para 4%, com o total de ativos indo de R$ 302,5 milhões para R$ 319,6 milhões. A indexação mudou de 65% em IPCA e 34% em CDI para 59% em IPCA e 40% em CDI, e o setor de incorporação subiu de 38% para 47% enquanto loteamento caiu de 24% para 4% na abertura por setores. O LTV médio passou de 47,4% para 48,6%, com aumento da faixa acima de 85% de 5,4% para 8,8%.
No mercado secundário o OUJP11 teve queda da cota de R$ 88,2 para R$ 76,3, com o P/B indo de 0,88 vez para 0,77 vez e o market cap de R$ 286,9 milhões para R$ 248,1 milhões. O volume negociado quase dobrou de R$ 9,0 milhões para R$ 17,3 milhões, com média diária de R$ 0,8 milhão, e o número de cotistas caiu de 26,4 mil para 24,9 mil. No mês o retorno total patrimonial foi de 0,25% pelo texto do gestor, contra 1,12% do CDI e 0,22% do IMA-B 5, e em 12 meses o fundo acumula 12,83% contra 12,56% do CDI líquido e 12,12% do IMA-B 5.