OUJP11

OURINVEST JPP FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/07/2026

Entrega

02/09/2026 08:32

Resumo

O destaque principal do relatório de julho do OUJP11 é a prorrogação da assembleia geral extraordinária que decidirá sobre a venda dos ativos do fundo, adiada para o dia 28/08/2026 (anúncio feito em 27/07). A operação em discussão mantém o formato divulgado em junho: venda de 50% dos ativos para o FTRR11 (gestão Fator) e 50% para o JPPA11 (gestão JPP/Rio Bravo), com pagamento em cotas dos dois fundos e marcação a mercado na data da transação. Se ambas as operações forem aprovadas, o OUJP11 será liquidado e os cotistas receberão cotas proporcionalmente; se a venda ao JPPA11 não for aprovada, o fundo permanece ativo com metade dos ativos, sob administração e gestão exclusivas da Rio Bravo, conforme descrito no relatório. O material traz novamente um guia passo a passo de votação pelas plataformas Cuore e B3, sinalizando o esforço da gestão em mobilizar os cotistas para a votação.

Na distribuição de rendimentos, houve redução: o fundo pagou R$ 1,20 por cota em julho, contra R$ 1,58 em junho. O resultado do mês, porém, foi maior, de R$ 1,47 por cota (contra R$ 1,17), o que elevou a reserva de R$ 1,39 para R$ 1,66 por cota. A gestão repete a mensagem de que usará a reserva, junto com parte do saldo de correção monetária acumulada, para calibrar o patamar de dividendos em relação ao perfil da carteira e ao comportamento dos indexadores. O dividend yield anualizado sobre a cota patrimonial caiu de 19,1% para 14,7%.

Houve mudança relevante na alocação: a posição de caixa/renda fixa subiu de cerca de 4% para 12% do patrimônio, com R$ 39,1 milhões em LTN (contra R$ 12,2 milhões em junho). A carteira total de ativos caiu de R$ 302,2 para R$ 280,9 milhões, refletindo o vencimento do CRI Impperial em julho e amortizações em Corpore, Dal Pozzo II e Fibra, além de um ganho de capital de CRI de R$ 0,09 por cota no mês. Não houve novas aquisições; a gestão informa que segue analisando ativos, alguns em fase final de diligência. Com isso, a indexação em IPCA subiu de 59% para 62% e a participação de loteamento na carteira avançou de 19% para 21%.

Os indicadores de mercado mostraram piora no mês: a cota de mercado caiu de R$ 76,30 para R$ 72,30, ampliando o desconto sobre o valor patrimonial (P/B de 0,77x para 0,74x). O PL recuou de R$ 322,0 para R$ 319,1 milhões. O retorno total em 12 meses ficou em 12,75%, acima do CDI líquido (12,50%) e do IMA-B 5 (9,95%), mas segue em queda ao longo de 2026, de um pico de 17,41% em dezembro. O volume negociado diminuiu de R$ 17,3 para R$ 13,2 milhões e o número de cotistas caiu pelo segundo mês seguido, para 24,7 mil, contra pico de 26,9 mil em setembro de 2025.

Nos demais indicadores, houve leve melhora de qualidade: o LTV médio caiu de 46,1% para 44,7%, a duration subiu de 2,6 para 2,7 anos, e a distribuição por rating apresentou um pequeno deslocamento para faixas melhores, com A2 em 20% da carteira. O vencimento de 2026 encolheu de 4% para 2% da carteira. Em síntese, o mês foi marcado pela continuidade do processo de reorganização (agora com data de votação definida), pela queda da distribuição com maior retenção em reserva e pelo aumento da posição em caixa à espera de definição do desfecho da operação.