MXRF11

MAXI RENDA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - FII - RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/07/2026

Entrega

01/09/2026 18:17

Resumo

O relatório de julho de 2026 do MXRF11 é marcado principalmente pela conclusão da 12ª oferta de cotas, com captação de R$ 1,0 bilhão. Com isso, a quantidade de cotas subiu de 460,3 milhões para 567,2 milhões (+23%), o patrimônio líquido saltou de R$ 4,25 bilhões para R$ 5,25 bilhões e a base de cotistas cresceu de 1,49 milhão para 1,51 milhão. O efeito imediato aparece na carteira: a posição de caixa saltou de 1,9% para 17,9% do portfólio, aguardando aplicação, enquanto CRIs caíram de 73,9% para 62,8%, FIIs de 15,2% para 12,2% e permutas de 9,1% para 7,2%. A gestora justifica a captação citando diversificação, liquidez e diluição de custos, e reitera a tese de que juros futuros elevados e captações fracas nos FIIs de papel criam uma "janela única de alocação".

A distribuição foi mantida em R$ 0,10 por cota (paga em 14/08/2026), com yield mensal de 1,04% e 100,31% do CDI com gross-up, ante 102,20% no mês anterior. O resultado em caixa, porém, recuou para R$ 0,092 por cota (R$ 42,29 milhões), o menor nível dos últimos doze meses, contra R$ 0,1097 em junho, e o gestor menciona explicitamente que a inflação baixa de curto prazo impactou o resultado. As receitas de CRIs caíram de R$ 41,52 milhões para R$ 36,02 milhões e as de permutas de R$ 5,1 milhões para R$ 2,49 milhões, enquanto as de FIIs subiram para R$ 6,71 milhões. A reserva acumulada de correção monetária ficou em R$ 22,19 milhões (R$ 0,048 por cota), abaixo dos R$ 24,28 milhões do relatório anterior.

Houve intensa reciclagem na carteira. No book de CRIs, alienações parciais (República do Líbano, Por do Sol, FGR, B32, FS Infra, ArcelorMittal, entre outros) geraram R$ 0,65 milhão de ganho de capital. Foram adquiridos dois papéis adicionais das tranches Mitre Michigan (R$ 15 milhões cada) e três novos CRIs no primário: Q2 Direcional (R$ 17 milhões a IPCA+10,10%), All Worth/All Wert (R$ 30 milhões a IPCA+11,34%) e Cury (R$ 54,4 milhões a IPCA+8,00%). O book de CRIs terminou em R$ 3,26 bilhões, com duration de 3,93 anos. Nos FIIs, nova venda parcial de MCLO11 (R$ 5 milhões, ganho de R$ 500 mil) e o BGRJ11 seguiu ganhando peso (de 6,68% para 8,13% do book de R$ 631,2 milhões). Nas permutas, houve um novo investimento no projeto Pinheiros 2, com VGV de R$ 384 milhões e participação do fundo de 60% do VGV, além dos repasses de R$ 2,49 milhões.

No mercado secundário, a cota caiu 2,34% no mês, de R$ 9,81 para R$ 9,58, reduzindo o ágio sobre o valor patrimonial (R$ 9,26) de cerca de 6% para aproximadamente 3,5%. No mês, o retorno total bruto de -1,33% ficou atrás da NTN-B (diferença de -2,81 p.p.) e do IFIX (-1,02 p.p.); em 12 meses, porém, o fundo segue à frente de ambos (10,94% contra 10,52% da NTN-B e 9,84% do IFIX). O spread de crédito médio recuou de 151 para 148 bps e o LTV médio permaneceu em 56%. No campo dos CRIs problemáticos, não houve mudanças relevantes: Urbplan segue provisionado, a AIZ/Pesa segue em negociação de venda ordenada do imóvel e o caso Arquiplan/Beside avança na venda das unidades após a consolidação da propriedade.

No comentário macro, a gestora destaca a escalada do conflito entre EUA e Irã e o tom duro do Fed no exterior, e, no Brasil, a melhora da inflação (IPCA-15 de 0,06% e acumulado de 12 meses em 4,52%) convivendo com pressão fiscal e resgates líquidos de R$ 7,15 bilhões na poupança. A mensagem central do relatório é que o caixa recém-capitado será alocado em um cenário de taxas elevadas, com pipeline ativo de CRIs e permutas, mantendo a estratégia de ~80% em CRIs high grade e até 20% em permutas, FIIs e posições táticas.