O MXRF11, fundo de investimento imobiliário classificado como tijolo com foco em renda e logística, gerido pela XP Vista e administrado pelo BTG Pactual, encerrou o exercício com cota patrimonial de R$ 9,40. No período, o fundo realizou vendas de diversos ativos, como cotas de FIIs (Maua Cap B e OPI) e vários CRIs, totalizando centenas de milhões de reais com origem em capital, visando lucros. A carteira é composta principalmente por CRIs com valores justos apurados por critérios de mercado, laudos especializados ou transações recentes, apresentando valorizações variadas, com destaques positivos como 6955,86% em CRI 20J0667658 e negativos em alguns fundos como Alianza Crédito (-91,71%).
O mercado imobiliário em 2025 mostrou crescimento moderado, impactado por juros elevados que restringiram crédito, mas sustentado por demanda aquecida, políticas públicas e valorização acima da inflação. Para 2026, as perspectivas são positivas com expectativa de queda da Selic, maior acesso a crédito e continuidade da demanda, alinhadas à política de investimentos ativa para ampliação do patrimônio. Não há processos judiciais relevantes, e a pulverização de cotistas é alta, com 89,67% das cotas em mãos de detentores com até 5% do total, majoritariamente pessoas físicas.
A remuneração conjunta de administrador e gestor foi de 0,90% a.a. (R$ 36,9 milhões pagos, ou 0,86% do PL contábil), e há procedimentos detalhados para assembleias, incluindo participação remota via Webex e consultas formais. Transações relevantes ocorreram com fundos como BTG Yield DI e XP Cash P1, todas autorizadas em assembleia de 2019 e com contraparte BTG Pactual DTVM, refletindo gestão de liquidez.