A PricewaterhouseCoopers emitiu relatório de auditoria com opinião limpa sobre as demonstrações financeiras do MXRF11 em 31 de dezembro de 2025, afirmando que elas apresentam adequadamente a posição patrimonial e os resultados do exercício, conforme práticas contábeis brasileiras para fundos imobiliários. Os principais assuntos de auditoria foram a mensuração a valor justo de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs), que representam 77,64% do patrimônio líquido de R$ 4,32 bilhões, e de cotas de fundos imobiliários (12,46%), com procedimentos que confirmaram a razoabilidade das premissas de mercado usadas pela administração. O ativo total chegou a R$ 4,44 bilhões, com crescimento ante R$ 3,99 bilhões em 2024, impulsionado por CRIs (R$ 3,35 bi), cotas de FIIs (R$ 538 mi) e ações de companhias fechadas (R$ 341 mi), enquanto o passivo é baixo (2,70%).
No exercício, o MXRF11 registrou lucro líquido de R$ 676 milhões, contra R$ 65 milhões em 2024, com lucro por cota de R$ 1,47 (ante R$ 0,15) e valor patrimonial da cota em R$ 9,39 (ante R$ 9,01). As receitas líquidas de atividades imobiliárias somaram R$ 707 milhões, destacando rendimentos de CRIs (R$ 421 mi), ajustes a valor justo positivos nesses ativos (R$ 79 mi) e em cotas de FIIs (R$ 71 mi), além de dividendos de ações fechadas (R$ 40 mi). Houve emissões de 23 milhões de novas cotas por R$ 221 milhões, elevando o total para 460 milhões, com distribuições de R$ 515 milhões (95% do resultado semestral mínimo exigido).
O fundo manteve gestão ativa com foco em ativos imobiliários, como CRIs de diversos emissores indexados a IPCA+taxas variando de 5% a 11%, cotas em FIIs diversificados e imóveis em estoque de R$ 156 milhões para venda. Os fluxos de caixa mostraram saída operacional de R$ 26 milhões, entrada de investimentos de R$ 259 milhões (após aquisições líquidas de CRIs e FIIs) e saída de financiamento de R$ 295 milhões, principalmente por distribuições. Riscos como crédito, liquidez e mercado são monitorados com diversificação, análises periódicas e reservas de caixa, sem contingências judiciais relevantes.