O relatório gerencial de dezembro de 2025 do MFII11 traz como principal novidade operacional a expedição do Habite-se para a segunda etapa do projeto Luar do Parque, localizado em Recife, Pernambuco. Este evento formaliza a conclusão de 192 apartamentos distribuídos em duas torres, elevando o total de unidades finalizadas neste empreendimento para 384. A gestão informou que resta agora apenas a terceira e última etapa, composta por 96 unidades, com previsão de entrega para 2026. Com este marco, o fundo encerrou o ano com um total de cinco obras concluídas e mais de mil unidades entregues, consolidando a capacidade de execução tanto em parcerias quanto na marca própria Livus.
Ao analisar a movimentação de portfólio ao longo do ano consolidada neste relatório, observa-se uma expansão agressiva do Landbank, com a aquisição de oito novos terrenos que adicionaram R$ 652 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) potencial. A estratégia para esses novos ativos é clara: o desenvolvimento de mais de 2.800 unidades focadas no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), reforçando a tese de investimento no segmento residencial econômico. Além das aquisições, houve quatro lançamentos no ano, totalizando R$ 329 milhões de VGV, o que demonstra um ciclo ativo de reposição de estoque em contraponto às entregas realizadas.
No aspecto financeiro, a distribuição de rendimentos manteve a estabilidade observada no mês anterior, com o pagamento mensal de R$ 1,07 por cota. O fundo segue cumprindo o cronograma de dividendos anunciado para o quarto trimestre de 2025, com o próximo pagamento agendado para janeiro de 2026. A rentabilidade do mês de dezembro foi de 1,09%, fechando o ano com uma rentabilidade acumulada de 13,53%. O valor patrimonial da cota oscilou levemente para R$ 98,51, mantendo-se muito próximo do valor de mercado, o que indica uma precificação alinhada com os ativos em carteira.
Por fim, a visão do gestor aponta para um ano de 2026 com volume de entregas superior ao de 2025, com ênfase nas incorporações da marca Livus. A carteira permanece diversificada geograficamente e por tipo de ativo, mesclando urbanização e incorporação vertical, mas com uma tendência crescente de concentração em projetos residenciais de padrão econômico elegíveis a financiamento governamental, visando mitigar riscos de vendas através da liquidez proporcionada pelo FGTS nas novas faixas de renda do programa habitacional.