No mês de julho de 2026, o MFII11 anunciou distribuição de R$ 0,30 por cota para julho, agosto e setembro, valor inferior aos R$ 0,91 mensais pagos no segundo trimestre. A redução decorre do resultado apurado no trimestre encerrado em junho, que ficou abaixo das projeções anteriores.
O relatório trimestral do segundo trimestre detalha as revisões nas expectativas de geração de caixa. As projeções para 2026 passaram de R$ 30,6 milhões para R$ 9,2 milhões, e para 2027 de R$ 87,1 milhões para R$ 46,5 milhões. Os principais fatores foram entraves burocráticos no Consórcio Cortel SP, com início das receitas de manutenção de jazigos postergado para 2028 no cenário base, e ritmo de vendas abaixo do esperado em projetos maduros como Damha Fit II e Reserva da Ilha, que representam 11,1% da carteira e apresentam parcelamentos mais longos.
A carteira do MFII11 passou a contar com 35 ativos no segundo trimestre, sendo 7 concluídos, 16 em obras e 11 em pré-lançamento, além da participação no Consórcio Cortel. Dois novos empreendimentos foram lançados: Livus Oratório, com VGV superior a R$ 61 milhões, e Livus Patriarca, com VGV superior a R$ 54 milhões. O landbank recuou de R$ 1,149 bilhão para R$ 1,117 bilhão em VGV não lançado, refletindo os lançamentos realizados. O estoque total alcançou R$ 974,5 milhões, dos quais R$ 42,4 milhões correspondem a unidades prontas.
O número de cotistas diminuiu de 32.141 para 31.997 entre os relatórios, enquanto o patrimônio líquido passou de R$ 665,4 milhões para R$ 662,8 milhões. O yield de 12 meses recuou de 23,68% para 23,46%. O gestor comunicou que as expectativas mudaram quanto aos prazos de geração de resultado e caixa, mas não quanto ao valor dos ativos, e projetou retomada gradual dos dividendos a partir de 2027.