MCRE11

MAUÁ CAPITAL REAL ESTATE FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

08/09/2026 19:59

Resumo

O MCRE11 distribuiu R$ 0,10 por cota referente a julho, pago em agosto, ante R$ 0,11 por cota no mês anterior, o que equivale a um dividend yield anualizado de 14,8 por cento sobre a cota de fechamento de R$ 8,65, ante 15,5 por cento sobre R$ 9,12 em junho. O patrimônio líquido ficou praticamente estável em R$ 1.132,5 milhões ou R$ 10,15 por cota, enquanto o desconto a mercado aumentou com o P sobre VP passando de 0,90 para 0,85. O número de cotistas subiu de 93.967 para 94.310 e a liquidez melhorou de R$ 52,1 milhões no mês com média de R$ 2,5 milhões por dia para R$ 63,0 milhões com média de R$ 2,7 milhões por dia.

No mês o MCRE11 gerou resultado de R$ 9,0 milhões ou R$ 0,08 por cota e usou R$ 0,02 por cota de reservas para manter a distribuição em R$ 0,10, encerrando julho com R$ 0,02 por cota de reservas acumuladas ante R$ 0,04 por cota em junho. Os veículos intermediários detidos pelo MCRE11 acumulavam cerca de R$ 4,3 milhões ou R$ 0,04 por cota em dividendos, ante cerca de R$ 2,0 milhões ou R$ 0,02 por cota no mês anterior, de forma que a reserva total somando MCRE11 e veículos seguiu em torno de R$ 0,06 por cota. O guidance de R$ 0,10 por mês para o segundo semestre de 2026 foi mantido, justificado pelo gestor pela inflação mais baixa que em 2025 e por parte da carteira ainda em maturação com realização esperada nos próximos semestres.

A principal novidade do relatório é o detalhamento da posição em cotas de TRXF11 recebidas pela venda em janeiro de 2026 de quatro lojas de renda urbana desenvolvidas em modelo built to suit. O investimento total foi de R$ 177,8 milhões e a venda foi por R$ 202,9 milhões, sendo R$ 5,0 milhões em dinheiro e 1.972.000 cotas de TRXF11 a R$ 100,33, com lucro inicial de R$ 25,1 milhões. Desde então o MCRE11 vendeu R$ 16,2 milhões em cotas a preço médio de R$ 98,82 e já recebeu R$ 15,4 milhões em rendimentos. O gestor informa que a queda de cerca de 25 por cento no preço de TRXF11 desde a venda foi revertendo esse lucro no patrimônio, que em julho refletia a cota a R$ 91,10 para uma posição de R$ 173,2 milhões, e avisa como evento subsequente que com a cota em torno de R$ 75,00 na data do relatório essa posição cairia para cerca de R$ 143,0 milhões em agosto, a ser refletida no próximo relatório.

A outra novidade relevante como evento subsequente é a posição na classe subordinada do MCLO11 e o pedido de recuperação judicial das Casas Bahia em 16 de agosto de 2026. O MCLO11 comprou em janeiro de 2025 quatro galpões logísticos com 634 mil metros quadrados por cerca de R$ 1,7 mil por metro e cap rate de cerca de 11 por cento ao ano, com reavaliação independente 51 por cento acima do custo e contratos apontados como até 50 por cento abaixo do mercado. As Casas Bahia ocupam três dos quatro galpões, os aluguéis até julho foram pagos integralmente e o aluguel de agosto foi arrolado no processo, de modo que a tranche subordinada não receberá rendimentos nesse mês. O gestor afirma que aluguéis futuros seguem exigíveis e que o cenário base é a manutenção dos pagamentos, com cobrança e possibilidade de despejo em caso de inadimplemento.

Na carteira, o MCRE11 fez nova integralização de R$ 2,0 milhões no CRI MSB Axis a IPCA mais 11,00 por cento, cuja posição subiu de R$ 27,7 milhões para R$ 30,0 milhões. A alocação total em ativos alvo passou de 95 por cento para 94 por cento, com CRIs em 45 por cento, FIIs estruturados de 28 por cento para 27 por cento, imóveis de 16 por cento para 17 por cento, FIIs líquidos em 6 por cento e caixa em 5 por cento, com o caixa subindo de R$ 50,0 milhões para R$ 60,7 milhões. O valor do MCLO11 caiu de R$ 99,7 milhões para R$ 85,7 milhões e o do Mauá Prop de R$ 40,2 milhões para R$ 36,9 milhões, enquanto o carrego total seguiu em IPCA mais 9,9 por cento ao ano mais ganho de capital e o ganho de capital projetado em 5 anos seguiu em cerca de R$ 248 milhões. As receitas totais caíram de R$ 15,7 milhões em junho para R$ 10,7 milhões em julho, principalmente pela queda da receita de FIIs líquidos e estruturados de R$ 7,7 milhões para R$ 3,2 milhões, já que junho tinha sido beneficiado por R$ 6,0 milhões transferidos do veículo que carrega TRXF11. Na rentabilidade, o retorno a mercado mais dividendos desde o início recuou de 84,3 por cento para 77,7 por cento e no ano de 6,2 por cento para 2,0 por cento, acompanhando a queda da cota, enquanto o retorno patrimonial mais dividendos subiu de 110,2 por cento para 114,8 por cento.