O relatório gerencial de dezembro de 2025 do MANA11 destaca a manutenção da estabilidade na distribuição de rendimentos, com o pagamento de R$ 0,11 por cota, gerando um dividend yield anualizado de 15,2%. A gestão confirmou a manutenção do guidance de dividendos para o primeiro trimestre de 2026, projetando pagamentos entre R$ 0,10 e R$ 0,12 por cota, o que reforça a previsibilidade de caixa do fundo. No acumulado do ano, o fundo distribuiu um total de R$ 1,30 por cota, posicionando-se como um dos maiores pagadores de dividendos em sua categoria e superando o CDI líquido no período.
Uma mudança significativa na composição da carteira foi observada na comparação com o mês anterior. A alocação em Crédito Estruturado (CRIs) recuou de 71,4% em novembro para 65,1% em dezembro, enquanto a exposição ao segmento de Incorporação teve um aumento relevante, passando de 11,7% para 17,8% do Patrimônio Líquido. Esse movimento estratégico incluiu o aporte no FII Alicerce, um novo ativo na carteira que engloba oito projetos residenciais em parceria com a incorporadora Patrimar, localizados em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Essa tese de investimento em incorporação foca em estruturas de equity preferencial, buscando taxas de retorno prefixadas superiores a 20% ao ano e maior descorrelação com a volatilidade dos juros de mercado.
No mercado secundário, a cota do MANA11 apresentou valorização, subindo de R$ 8,82 no fechamento de novembro para R$ 9,26 em dezembro. Esse movimento reduziu o deságio em relação ao valor patrimonial, que passou de aproximadamente 6,2% para 1,8%. A base de investidores manteve a tendência de expansão vista ao longo de todo o ano, encerrando dezembro com 34.315 cotistas, um crescimento de mais de mil novos investidores apenas no último mês e totalizando uma alta de 106% na base durante o ano de 2025. A liquidez média diária ficou em torno de R$ 822 mil no mês.
Em termos de visão macroeconômica, o gestor adota uma postura de cautela para 2026, antecipando que a volatilidade deve continuar, agora impulsionada pelo cenário pré-eleitoral e pelas discussões fiscais. A estratégia permanece focada em manter uma carteira balanceada de indexadores. Atualmente, a carteira de CRIs está dividida majoritariamente entre IPCA+ (cerca de 49,5%) e CDI+ (cerca de 29,1%), além da parcela prefixada advinda dos projetos de incorporação. O fundo segue sem alavancagem, mantendo posição em caixa para aproveitar novas oportunidades e reciclar o portfólio conforme a dinâmica de juros e inflação se altera.