No relatório de agosto de 2026 do KORE11, o principal destaque é a movimentação em dois edifícios da carteira. No Edifício Alameda Santos, entrou a empresa NETBR, ocupando o 10º andar, com 561 m². Já no Corporate Plaza, a empresa UTC desocupou o 1º andar, com 611 m². A gestora informa que segue em prospecção ativa para comercializar a área vaga remanescente.
Essas movimentações tiveram efeitos distintos por imóvel. A vacância financeira do Alameda Santos caiu de forma expressiva, de 13,21% para 4,13%, refletindo a entrada da nova locatária. No sentido oposto, a vacância financeira do Corporate Plaza subiu de 9,46% para 12,85%, devido à saída da UTC. No consolidado do fundo, a vacância física ficou em 5,70% (ante 5,61% no mês anterior) e a vacância financeira melhorou de 4,74% para 4,19%, com a vacância ajustada por carências recuando de 5,99% para 5,92%. Ou seja, apesar do leve aumento na vacância física, a recuperação de receita potencial foi positiva.
A distribuição foi mantida em R$ 0,60 por cota, com pagamento em 15/09/2026. Vale notar que o fundo continua consumindo a reserva para manutenção do rendimento (RMG): o saldo caiu de R$ 5,75 milhões para R$ 5,0 milhões, com consumo de R$ 750 mil no mês, mesma trajetória de julho (quando foram consumidos R$ 850 mil). O fluxo de caixa registra uma "compra de ativo" de R$ 750 mil, e o caixa total encerrou o mês em R$ 45,5 milhões. A receita de aluguéis em caixa avançou de R$ 6,24 milhões para R$ 6,60 milhões, acima da distribuição mensal de R$ 5,78 milhões.
O patrimônio líquido subiu ligeiramente, de R$ 1,032 bilhão para R$ 1,033 bilhão, com cota patrimonial avançando 0,06%, para R$ 107,31. Já a cota de mercado recuou de R$ 66,49 para R$ 65,40, ampliando o desconto sobre o valor patrimonial. A rentabilidade total acumulada desde a emissão segue negativa em -1,16%, contra CDI de 33,78% no mesmo período. A liquidez seguiu relevante, com 693 mil cotas negociadas (7,20% do total) e volume médio diário de R$ 2,16 milhões.
A projeção de absorção de carências aponta incremento de receita de R$ 64,5 mil em setembro e R$ 106,8 mil em outubro de 2026, valores revisados em relação ao relatório anterior, que indicava R$ 35 mil e R$ 77,3 mil para os mesmos períodos. A carteira permanece com 4 edifícios (3 em SP e 1 no RJ), com prazo médio remanescente de contratos em 3,25 anos. O relatório também traz o panorama de mercado do 2T26: no Rio de Janeiro, a vacância caiu para 24,47%, menor patamar em dez anos, e em São Paulo recuou para 14,46%, o menor desde 2020, com preços pedidos de locação em alta (R$ 103,44/m²), cenário favorável ao segmento de escritórios em que o fundo está posicionado.