Este documento é o prospecto da 5ª emissão de cotas do fundo imobiliário KNUQ11 (Kinea Unique HY CDI FII), que trata de uma oferta pública primária de até 3.500.000 novas cotas pelo preço unitário de R$ 100,55, correspondente ao valor patrimonial por cota em 31 de julho de 2026, o que resulta em um volume inicial de captação de até R$ 351,9 milhões. A oferta pode ser aumentada em até 25% (o equivalente a R$ 87,98 milhões adicionais) por meio de cotas adicionais, ou reduzida caso atinja apenas o volume mínimo de R$ 30,2 milhões, necessário para que a oferta não seja cancelada. Os investidores pagam, além do valor da cota, uma taxa de distribuição de 2% sobre o valor da subscrição, destinada a cobrir custos da operação. A oferta é coordenada pelo Itaú BBA, com o fundo administrado pela Intrag e gerido pela Kinea, ambas integrantes do conglomerado Itaú Unibanco.
Os recursos captados serão integralmente destinados à aquisição de ativos conforme a política de investimento do fundo, que é classificado como FII de Papel (CRI) com gestão ativa. O fundo investe principalmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) majoritariamente indexados ao CDI, além de cotas de outros FIIs, debêntures, cotas de FIDC e letras imobiliárias garantidas. Na data do prospecto, o fundo não possuía ativos pré-determinados para aquisição com os recursos da nova emissão. A carteira atual do fundo é composta preponderantemente por CRIs vinculados a operações de financiamento imobiliário, com forte concentração nos segmentos residencial e residencial pulverizado. O estudo de viabilidade elaborado pelo próprio gestor projeta rentabilidade média esperada acima de 15% ao ano em dividendos ao longo de dez anos, ressaltando que essa expectativa não constitui promessa ou garantia de rentabilidade.
O documento traz também um extenso levantamento de fatores de risco, classificados por materialidade, destacando-se o risco de crédito (inadimplência dos devedores dos CRIs), o risco tributário (eventuais mudanças nas isenções fiscais de rendimentos de FIIs), o risco de mercado e de marcação a mercado, a baixa liquidez das cotas no mercado secundário e o fato de que se trata de um fundo de condomínio fechado, sem possibilidade de resgate, o que torna o investimento inadequado para quem precisa de liquidez. Vale destacar ainda a existência de situações de potencial conflito de interesses, já que o gestor e o administrador pertencem ao mesmo conglomerado e poderão adquirir ativos estruturados ou emitidos por partes ligadas, o que dependerá de aprovação prévia dos cotistas em assembleia. O documento também apresenta o cronograma da oferta, com direito de preferência aos atuais cotistas na proporção de 0,1629 nova cota por cota detida, e demais informações sobre prestadores de serviços, tributação e estrutura de governança do fundo.