Este documento é o Informe Anual do KNUQ11 (Kinea Unique HY CDI FII), referente ao exercício encerrado em junho de 2026. Trata-se de um fundo de papel classificado como híbrido, com gestão ativa e prazo indeterminado, administrado pela Intrag DTVM (Grupo Itaú) e gerido pela Kinea Investimentos, com auditoria da PwC. No período, o gestor adquiriu uma carteira extensa de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) emitidos principalmente pelas securitizadoras OPEA, Vert, Companhia Província, Riza e True, financiados por emissão de cotas, e declara que seguirá prospectando novas oportunidades em CRIs de natureza corporativa, preferencialmente com garantias adequadas.
Sobre o resultado, ao final de junho de 2026 o fundo tinha cerca de 92,1% do patrimônio líquido alocado em CRIs e 0,3% em cotas de outros FIIs. Quanto aos indexadores, 83% dos ativos são pós-fixados ao CDI, 7,7% corrigidos pela inflação e 8,3% atrelados à Selic. O fundo distribuiu R$ 14,97 por cota no acumulado entre julho de 2025 e junho de 2026, resultado que o gestor considera aderente aos objetivos de rentabilidade do fundo e às condições de mercado. A taxa de administração/gestão global é de 1,40% ao ano sobre o patrimônio, e o valor efetivamente pago no ano de referência foi de R$ 30,09 milhões. Não há processos judiciais relevantes divulgados, e o fundo possui 55.295 cotistas, sendo 95% pessoas físicas, sem nenhum cotista com participação acima de 5%.
Na análise de conjuntura, o gestor destaca o ciclo de flexibilização da Selic iniciado em março de 2026: após período em 15,00% ao ano, os cortes de 25 pontos-base em março, abril, junho e agosto levaram a taxa a 14,00% ao ano, com o mercado (Focus) projetando encerramento de 2026 em 13,75% e IPCA em 5,02%, cenário de "higher for longer" dado o choque cambial e inflacionário ocorrido no período. Para o período seguinte, o gestor entende que a parcela pós-fixada da carteira continua beneficiada pelo carrego elevado, embora esse benefício tenda a diminuir conforme o ciclo de cortes avança e o Copom sinalize possível pausa. Os ativos da carteira foram avaliados a valor justo conforme manual de precificação do custodiante, com variações pontuais que em sua maioria foram próximas de zero, embora alguns CRIs individuais tenham apresentado desvalorizações relevantes (por exemplo, um CRI da Companhia Província com queda de 25,97% e outros com quedas entre 5% e 13%). O documento lembra que rentabilidade passada não garante resultados futuros.