A análise do relatório gerencial de dezembro de 2025 do KNUQ11 aponta, primeiramente, um aumento expressivo na distribuição de rendimentos. O fundo pagou R$ 1,35 por cota, um crescimento relevante em comparação aos R$ 1,15 distribuídos em novembro. Esse valor equivale a 129% do CDI com o benefício fiscal de isenção de IR. É fundamental notar que o resultado gerado pela carteira no mês foi de R$ 0,95 por cota, o que indica que a gestão utilizou parte das reservas acumuladas para complementar a distribuição. Consequentemente, a reserva de lucros caiu de R$ 0,70 para R$ 0,30 por cota.
No que tange à composição da carteira, houve uma aceleração significativa na alocação de capital. O percentual do patrimônio líquido investido em ativos alvo (CRIs) subiu de 78,9% em novembro para 90,9% em dezembro, reduzindo drasticamente a posição temporária em LCI, que caiu de 20% para 8%. O principal movimento de compra foi a alocação de R$ 190,2 milhões na operação FGR, com taxa de CDI + 4,00%. A taxa média de aquisição da carteira apresentou uma leve compressão, passando de CDI + 4,95% para CDI + 4,84% ao ano.
Uma novidade estratégica importante foi a inclusão de ativos indexados à inflação em um fundo predominantemente focado em CDI. O gestor adquiriu CRIs da Creditas com taxas de IPCA + 13% a 14%, justificando a decisão como uma oportunidade de capturar um juro real elevado que tende a superar o CDI nos próximos anos.
Em relação à gestão de risco e crédito, houve um evento de destaque envolvendo a incorporadora Patriani. O fundo optou pela desvinculação integral do risco dessa empresa, vendendo as participações para a incorporadora Tarjab. O relatório cita que o ambiente de juros altos impôs desafios à Patriani, mas reforça que as reservas do fundo absorveram os impactos dessa movimentação e que não se esperam efeitos negativos nas distribuições futuras. O cenário macroeconômico segue com a Selic mantida em 15,00%, o que continua beneficiando a rentabilidade nominal do fundo.