O KNSC11 divulgou seu informe anual referente ao exercício encerrado em 30 de junho de 2026, com competência de junho de 2026. O fundo, que funciona desde outubro de 2020, é destinado a investidores em geral, tem prazo indeterminado, é negociado em bolsa e está classificado como papel híbrido de gestão ativa, com cerca de 202,2 milhões de cotas emitidas e base pulverizada de 266.575 cotistas, sendo aproximadamente 97 por cento pessoas físicas. A administração é da Intrag DTVM, a gestão é da Kinea Investimentos, a custódia é do Itaú Unibanco e a auditoria independente é da Ernst e Young, sem registro de representante de cotistas, processos judiciais relevantes ou operações em conflito de interesses no período.
No período, o KNSC11 adquiriu 11 séries de certificados de recebíveis imobiliários de companhias como Província, Opea e Vert, totalizando cerca de 196,8 milhões de reais investidos com recursos de emissão de cotas, sempre com o objetivo de adquirir ativos previstos na política de investimento. Para os exercícios seguintes, o gestor informou que segue prospectando oportunidades no mercado imobiliário e de estruturação, com intenção de alocar os recursos disponíveis principalmente em CRI corporativos com garantias adequadas. Ao final de junho de 2026, a alocação em CRI correspondia a cerca de 102,6 por cento do patrimônio líquido, com aproximadamente 37,3 por cento dos ativos indexados ao CDI, 65,3 por cento à inflação, além de parcela pequena em LCI e Selic, e a distribuição total de rendimentos entre julho de 2025 e junho de 2026 foi de 1,14 real por cota, considerada pelo gestor aderente aos objetivos e às condições de mercado. Os ativos são avaliados a valor justo pela marcação a mercado conforme manual do custodiante, com destaque para as maiores posições em CRI da Vert e da Opea, e foi pago no ano cerca de 21,6 milhões de reais de remuneração da administração.
Sobre o cenário econômico, o documento descreve que entre julho de 2025 e junho de 2026 a Selic ficou mantida em 15,00 por cento ao ano até o início de 2026, quando o Copom iniciou cortes de 0,25 ponto em março para 14,75 por cento, em abril para 14,50 por cento e em junho para 14,25 por cento, enquanto as expectativas para o IPCA de 2026 voltaram a subir por choques cambiais, de commodities e serviços, chegando a 5,33 por cento no fim de junho e depois aliviando para 5,02 por cento em agosto. Para o período seguinte, o informe cita a decisão de 5 de agosto de 2026 de novo corte para 14,00 por cento ao ano, mantendo tom cauteloso com política ainda contracionista diante de inflação acima do teto, expectativas desancoradas e mercado de trabalho apertado, com projeção do Focus de Selic em 13,75 por cento e IPCA em 5,02 por cento no fim de 2026.