No relatório de setembro de 2026, o KNSC11 registrou um avanço no patrimônio líquido, que passou de R$ 1,79 bilhão para R$ 2,09 bilhões, acompanhado pelo crescimento da base de investidores de 269.532 para 284.586 cotistas. Essa variação reflete a entrada de recursos de uma oferta de cotas em andamento. Com a injeção desse capital, a estrutura do fundo passou por uma mudança relevante: a alocação em ativos alvo recuou de 103,6% para 89,6% do patrimônio líquido, deixando de apresentar a alavancagem por operações compromissadas reversas, que representavam 10,3% do patrimônio no mês de agosto. Em contrapartida, a posição de liquidez temporária em LCIs saltou de R$ 33,6 milhões (1,9% do PL) para R$ 215,4 milhões (10,3% do PL). No mesmo intervalo, o valor da cota patrimonial subiu de R$ 8,76 para R$ 8,85, enquanto a cota negociada a mercado passou de R$ 9,14 para R$ 9,07.
A distribuição de rendimentos diminuiu no mês, com anúncio de R$ 0,08 por cota para os detentores dos tickers KNSC11, KNSC13 e KNSC14, frente a R$ 0,09 no mês anterior, enquanto os cotistas entrantes da oferta receberão R$ 0,07 por cota. O resultado contábil gerado foi de R$ 0,06 por cota, ante R$ 0,07 em agosto, levando o fundo a consumir parte da reserva acumulada não distribuída, que recuou de R$ 0,06 para R$ 0,04 por cota. A justificativa informada pelo gestor para essa redução reside na defasagem de dois meses da parcela corrigida por inflação, já que os números de setembro refletiram o IPCA de julho (0,07%) e a deflação de agosto (-0,32%), decorrente do desconto nas tarifas de energia residencial pelo Bônus de Itaipu. De forma prospectiva, a gestão comunicou a expectativa de recomposição do resultado nos períodos seguintes com base em projeções de IPCA mais elevado para setembro (0,72%).
No tocante à movimentação de portfólio, o KNSC11 realizou R$ 20,1 milhões em novas alocações de CRIs, ambas indexadas ao CDI: R$ 10,1 milhões no Edifício AAA Marginal Pinheiros (CDI + 1,75% ao ano) e R$ 10,0 milhões no Projeto Barra da Tijuca (CDI + 4,50% ao ano). Com a expansão do patrimônio e as movimentações, a fatia alocada em CRIs de IPCA passou a representar 57,9% do patrimônio líquido (taxa média a mercado de IPCA + 10,06% ao ano e prazo médio de 7,9 anos), contra 67,3% em agosto. A parcela em CRIs indexados ao CDI passou de 36,4% para 31,8% do patrimônio líquido (taxa média a mercado de CDI + 2,91% ao ano e prazo médio de 3,4 anos). Na visão macroeconômica, o gestor destacou a recente decisão do Copom em reduzir a taxa Selic para 13,75% ao ano, observando que o patamar ainda restritivo dos juros básicos segue beneficiando o fluxo de caixa dos papéis pós-fixados.