O destaque principal do relatório de agosto de 2026 do KNRI11 é a celebração, comunicada ao mercado em 19/08, do compromisso de venda do imóvel PIB Sumaré por R$ 26 milhões, com pagamento de 24% à vista e o restante em 6 parcelas semestrais de R$ 3,3 milhões corrigidas. A transação foi fechada com prêmio de 36,3% sobre o valor de avaliação (de R$ 19 milhões) e em linha com o custo de aquisição. A gestora destaca que os recursos reforçarão o caixa do fundo e poderão ser usados em novas aquisições ou investimentos nos ativos atuais, e que a venda reduzirá a vacância física em cerca de 2,17 pontos percentuais e a financeira em 0,74 ponto, sem alteração no valor dos rendimentos nem distribuição extraordinária. A operação ainda depende de condições precedentes usuais.
Na ocupação, houve a entrada da gestora Galena no conjunto 71 do Edifício Joaquim Floriano, ocupando 234 m². Esse imóvel, que vinha com alta vacância financeira (20,13% em julho), caiu para 13,80%, uma melhora relevante. Como resultado, a vacância física do fundo recuou de 3,95% para 3,91% e a financeira de 5,24% para 5,14%. A vacância dos escritórios caiu de 10,00% para 9,77% na medida física, enquanto a dos logísticos se manteve estável em torno de 2%.
A distribuição foi mantida em R$ 1,10 por cota, paga em 15/09/2026. Vale notar que no mês anterior o resultado incluiu um lucro expressivo de R$ 19 milhões com venda de ativos, enquanto em agosto esse item foi de apenas R$ 2 milhões, e a distribuição foi sustentada por reserva. O saldo RMG (R$ 79,5 milhões) permaneceu intacto, sem consumo no período.
O patrimônio líquido subiu levemente, de R$ 4,608 bilhões para R$ 4,613 bilhões, com a cota patrimonial passando de R$ 163,38 para R$ 163,56 (alta de 0,11%). A cota de mercado ficou em R$ 157,50, mantendo o desconto de cerca de 3,7% sobre o patrimônio. O caixa caiu de R$ 128,2 milhões para R$ 116,2 milhões, refletindo a distribuição e aportes (R$ 4,7 milhões em compras de ativo e R$ 857 mil em benfeitorias). A estrutura de alavancagem permaneceu inalterada, com R$ 195,3 milhões a TR + 9,50% vinculados ao Biosquare e R$ 200 milhões a IPCA + 7,25% do CD Cabreúva. O aporte no Biosquare avançou, de R$ 337,6 milhões para R$ 350,7 milhões, mantendo a previsão de entrega para o primeiro semestre de 2026.
A liquidez melhorou em relação a julho: foram negociadas 1.085.405 cotas (3,85% do total), contra 903.927 cotas no mês anterior, com volume médio diário de R$ 7,86 milhões. No panorama de mercado, a gestora segue sinalizando cenário favorável: queda da vacância e alta de preços tanto no mercado logístico (vacância de 5,1% em SP no 2T26) quanto no de escritórios (vacância de 14,46% em SP, menor nível desde 2020), com destaques em Nova Faria Lima, Pinheiros e Chucri Zaidan.
Em resumo, a principal mensagem do relatório é a reciclagem de portfólio com a venda do PIB Sumaré em condições favoráveis, a melhora contínua dos indicadores de vacância e a manutenção do rendimento mensal em R$ 1,10 por cota.