KNIP11

KINEA ÍNDICES DE PREÇOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/12/2025

Entrega

12/01/2026 19:14

Resumo

O relatório gerencial do fundo KNIP11 referente a dezembro de 2025 apresenta mudanças relevantes em relação ao mês anterior, principalmente no que tange à distribuição de rendimentos e à estrutura de capital do fundo. A distribuição anunciada foi de R$ 0,70 por cota, uma redução em comparação aos R$ 0,72 pagos no mês anterior. A gestão explica que essa queda reflete a metodologia do fundo, que repassa a inflação com uma defasagem de aproximadamente dois meses. O resultado de dezembro foi impactado pelos índices de inflação baixos registrados em outubro (0,09%) e novembro (0,18%). Apesar da distribuição menor, o fundo ainda mantém uma reserva acumulada de lucros não distribuídos de R$ 0,74 por cota, o que oferece uma margem de segurança para a linearização de rendimentos futuros.

Houve um aumento significativo na atividade de investimento em comparação ao mês de novembro. Enquanto no relatório anterior o fundo havia alocado apenas R$ 18,8 milhões, em dezembro o volume de novas operações saltou para R$ 138,1 milhões. Destacam-se três aquisições principais: uma nova tranche de CRIs da Creditas (R$ 94,6 milhões), uma operação com a construtora Tenda e uma operação diferenciada chamada Brasol I (R$ 37,5 milhões). Esta última merece atenção por envolver o financiamento de plantas solares, marcando uma alocação no setor de infraestrutura de energia, estruturada com apoio da área de Infraestrutura da Kinea. A taxa média de aquisição dessas novas operações foi de IPCA + 9,85%.

A estrutura de capital e a alocação de recursos também sofreram alterações notáveis. A posição em caixa aumentou expressivamente, saindo de 2,0% em novembro para 7,4% do patrimônio em dezembro. Consequentemente, a alocação direta em ativos-alvo (CRIs) teve um recuo percentual momentâneo de 106,3% para 103,1%. Paralelamente, o fundo aumentou sua alavancagem através de operações compromissadas reversas, que passaram de 8,4% para 10,5% do Patrimônio Líquido. Isso sugere que o gestor captou recursos via alavancagem para realizar as novas aquisições ou recompor o caixa para oportunidades futuras.

Na composição da carteira por indexadores, houve uma mudança visualizada nos gráficos: a exposição ao IPCA caiu de 98,1% para 93,3%, enquanto a exposição à SELIC subiu de 1,8% para 6,7%, movimento justificado pelo aumento da posição em caixa e instrumentos de liquidez. Setorialmente, o segmento de Shoppings assumiu a liderança da carteira com 30,5% da alocação, ultrapassando o setor de Escritórios.

Por fim, no mercado secundário, a liquidez do KNIP11 cresceu, passando de uma média diária de R$ 11,76 milhões em novembro para R$ 13,04 milhões em dezembro. A cota de mercado encerrou o ano valendo R$ 90,54, um valor superior ao fechamento do mês anterior, embora ainda abaixo do valor patrimonial da cota, que está em R$ 92,65. A taxa média da carteira (Mark-to-Market) permaneceu praticamente estável, fechando o ano em IPCA + 10,32%.

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