O KNHY11 distribuiu R$ 0,90 por cota referente a agosto, com pagamento em 14/09/2026, ante R$ 1,20 por cota no mês anterior. A rentabilidade com base na cota média de ingresso de R$ 103,00 foi de 0,87%, equivalente a 80% da taxa DI do período e 94% com gross-up de 15% de IR, ante 96% da DI e 113% com gross-up em julho. O resultado gerado caiu para R$ 0,82 por cota, total de R$ 25,8 milhões, ante R$ 1,15 por cota e R$ 35,9 milhões em julho, com o resultado de CRI recuando de R$ 38,6 milhões para R$ 27,7 milhões. O gestor explica que os CRIs atrelados à inflação refletem o IPCA de dois meses antes, e o resultado de agosto reflete o IPCA de junho de 0,16% e de julho de 0,07%, bem abaixo das janelas recentes, e cita projeção de possível deflação para agosto e mediana do Boletim Focus em 5,01% ao ano para 2026 e 4,28% para 2027, ante 5,03% e 4,22% no relatório anterior.
O relatório de agosto do KNHY11 traz ainda uma nota sobre um pequeno erro no cálculo do accrual de juros de um CRI que representa cerca de 1,1% do patrimônio. Segundo a gestão em conjunto com o administrador, esse erro gerou resultado cerca de R$ 0,025 por cota superior por mês em abril, maio e junho de 2026, e os valores já foram ajustados na DRE apresentada, com ajuste equivalente na reserva. Com a distribuição de R$ 0,90 ante resultado de R$ 0,82, a reserva acumulada não distribuída caiu para R$ 0,33 por cota, ante R$ 0,48 por cota em julho.
Na carteira, o KNHY11 investiu R$ 12,7 milhões em agosto a IPCA mais 10,86% em média, sendo R$ 10,0 milhões no CRI Crediblue 159 a IPCA mais 10,90% lastreado em home equity e R$ 2,7 milhões no Projeto Ori Praça da Árvore a IPCA mais 10,70% para construção residencial em São Paulo. A alocação em ativos alvo recuou de 102,1% para 96,6% do patrimônio líquido e o caixa em títulos públicos subiu de 4,7% para 10,2%, com total mantido em 106,8% por conta das operações compromissadas. A parcela em CRI IPCA caiu de 97,4% para 91,9% do patrimônio, com taxa média marcada a mercado de IPCA mais 12,42% ao ano e prazo médio de 6,6 anos, ante IPCA mais 12,74% e 6,4 anos em julho, enquanto a parcela em CDI ficou estável em 4,3% a CDI mais 3,90%. Por setor, o logístico caiu de 11,6% para 7,9%, movimento ligado à saída dos dois CRIs CD Brasília e Contagem que somavam cerca de R$ 123 milhões, e o caixa passou a representar 9,6% da carteira ante 4,4%, com o residencial pulverizado em 39,0%, o residencial em 19,7% e outros em 16,7%.
Em termos patrimoniais e de mercado, o KNHY11 fechou agosto com patrimônio líquido de R$ 3,08 bilhões e cota patrimonial de R$ 98,94, ante R$ 3,06 bilhões e R$ 98,16 em julho, enquanto a cota de mercado recuou de R$ 100,02 para R$ 97,08. O número de cotistas passou de 30.050 para 27.588 e o volume negociado subiu para R$ 124,23 milhões no mês, com média diária de R$ 5,92 milhões ante R$ 85,68 milhões e R$ 3,73 milhões no mês anterior. A exposição em operações compromissadas reversas lastreadas em CRI ficou em cerca de 6,8% do patrimônio líquido, ante cerca de 7,0% em julho, patamar descrito como adequado pela gestão.