As demonstrações financeiras do KNHF11 para o exercício encerrado em 30 de junho de 2026 receberam opinião sem ressalvas da PwC. O principal assunto destacado na auditoria foi a existência e a mensuração dos imóveis, dos CRIs e das cotas de outros FIIs, cujos valores dependem de laudos, modelos de avaliação ou preços de mercado. Na data, o patrimônio líquido era de R$ 1,94 bilhão, ante R$ 1,96 bilhão um ano antes. A carteira incluía R$ 1,08 bilhão em CRIs, R$ 592,3 milhões em imóveis e R$ 280,5 milhões em cotas de FIIs.
O lucro líquido foi de R$ 233,9 milhões, abaixo dos R$ 250,9 milhões do exercício anterior, e o resultado abrangente somou R$ 217,1 milhões. As receitas de aluguel cresceram de R$ 35,4 milhões para R$ 47,6 milhões, mas houve ajuste negativo de R$ 19,8 milhões na avaliação dos imóveis e desvalorização de R$ 36 milhões nas cotas de FIIs. Os rendimentos de CRIs foram de R$ 180 milhões, enquanto dividendos de FIIs subiram de R$ 32,4 milhões para R$ 73,6 milhões.
O KNHF11 distribuiu R$ 235,9 milhões no exercício, média de R$ 12 por cota, ante R$ 11,05 no período anterior. O valor correspondeu a 80% do lucro caixa, contra 100% no exercício passado, principalmente devido a um efeito de calendário ligado à liquidação do HGPO11: o fundo recebeu R$ 39,2 milhões em junho, mas a perda associada, de R$ 33,8 milhões, foi reconhecida em julho; o efeito econômico líquido informado foi positivo em cerca de R$ 5,5 milhões. As notas também ressaltam riscos de mercado, crédito, liquidez, oscilação dos ativos e vacância, sem garantia de eliminação de perdas.