KNHF11

KINEA HEDGE FUND FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

25/09/2026 19:14

Resumo

No relatório de agosto de 2026, o KNHF11 registrou patrimônio líquido de R$ 1,95 bilhão e cota patrimonial de R$ 98,95, ante R$ 1,94 bilhão e R$ 98,86 observados em julho. A cota negociada a mercado encerrou o período em R$ 92,42, frente a R$ 96,00 no mês anterior, ampliando o deságio sobre o valor patrimonial para 6,59%. Houve também uma contração na base de investidores, que passou de 76.929 para 71.399 cotistas. A distribuição de rendimentos permaneceu estável em R$ 1,00 por cota, enquanto o resultado líquido gerado no mês recuou de R$ 1,05 para R$ 0,99 por cota.

Um dos pontos centrais comunicados pelo gestor diz respeito à reserva acumulada de resultados e aos procedimentos contábeis do fundo. A reserva caiu de R$ 1,89 para R$ 1,58 por cota, decorrente de ajustes pontuais no resultado de 2025 identificados durante os trabalhos de auditoria das demonstrações financeiras, com impacto negativo de aproximadamente R$ 2 milhões. Como consequência, a gestora aprimorou seus processos de conciliação e alterou o cronograma de divulgação dos relatórios gerenciais, que passarão a ser publicados na terceira semana do mês subsequente para coincidir com o fechamento definitivo do balancete contábil. A linearização de rendimentos para o trimestre seguinte prevê distribuições entre R$ 0,95 e R$ 1,05 por cota.

Na estrutura de passivo e alavancagem, verificou-se uma redução relevante na exposição a operações compromissadas reversas lastreadas em CRI, que recuaram de 9,1% do patrimônio líquido em julho para cerca de 3,9% em agosto. A carteira encerrou o mês alocada em 57,1% em CRI (sendo 40,0% indexados à inflação com taxa média a mercado de 12,23% e 17,1% atrelados ao CDI a 3,20%), 30,5% em Imóveis, 10,2% em cotas de FII, 1,1% em Ações e 8,0% em Caixa e equivalentes. Em agosto não foram realizadas novas aquisições de CRI, diferentemente de julho, mês em que foram alocados R$ 44,9 milhões.

No portfólio físico de tijolo, os edifícios corporativos São Luiz e HL Faria Lima permaneceram com vacância física e financeira zeradas, ao passo que o Shopping Uberaba manteve ocupação em 97,5%. Na carteira de cotas de FII, a gestão realizou aquisições nos segmentos de renda urbana, CRI, escritórios, multiestratégia e FoF. Na visão macroeconômica, a gestão destacou uma postura voltada à preservação de liquidez e maior rigor nas taxas de retorno exigidas, citando a abertura da curva de juros nominais, a volatilidade fiscal atrelada ao processo eleitoral doméstico e os riscos globais relacionados ao petróleo e aos juros dos Estados Unidos.