No relatório gerencial referente a setembro de 2026, o KNHF11 reportou um valor patrimonial por cota de R$ 99,61, apresentando avanço em relação aos R$ 98,95 registrados em agosto. O patrimônio líquido totalizou R$ 1,96 bilhão, ante R$ 1,95 bilhão no mês anterior. No mercado secundário, a cota encerrou o período cotada a R$ 92,37, ligeiramente abaixo dos R$ 92,42 do mês anterior, o que ampliou o deságio sobre a cota patrimonial para 7,2%, ante 6,59% em agosto. A base de investidores manteve-se estável, atingindo 71.433 cotistas.
A distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 1,00 por cota. No entanto, o resultado gerado no mês recuou para R$ 0,88 por cota, frente a R$ 0,99 por cota observado em agosto, somando um resultado líquido de R$ 17,2 milhões contra R$ 19,4 milhões no mês antecedente. Para viabilizar a distribuição sem alteração no valor por cota, a gestão utilizou sua política de linearização, reduzindo a reserva acumulada não distribuída de R$ 1,58 para R$ 1,46 por cota. A faixa indicativa de rendimentos para os próximos meses permaneceu situada entre R$ 0,95 e R$ 1,05 por cota.
A retração nos resultados decorreu principalmente da carteira de CRI, cuja receita passou de R$ 12,1 milhões em agosto para R$ 10,4 milhões em setembro. A gestão explicou que os papéis atrelados à inflação refletem o IPCA com defasagem de dois meses, capturando a deflação de agosto de -0,32%, influenciada pelo Bônus de Itaipu nas tarifas de energia elétrica. Em contrapartida, as receitas de imóveis e de cotas de FII apresentaram leve incremento, alcançando R$ 4,1 milhões cada, enquanto os ganhos com instrumentos de caixa diminuíram de R$ 2,9 milhões para R$ 0,7 milhão.
Em relação à composição do portfólio, a maior movimentação ocorreu no segmento de fundos imobiliários, cuja alocação saltou de 10,2% para 11,8% do patrimônio líquido, alcançando R$ 232,4 milhões. Esse aumento refletiu compras de fundos dos setores de logística, CRI, escritórios e FoF. Em paralelo, a posição em instrumentos de caixa recuou de 7,9% para 6,8%. A carteira de CRI não registrou novas aquisições e fechou o mês com 56,8% do patrimônio, sendo 39,9% indexada à inflação com taxa média a mercado de inflação mais 11,70% e 16,9% pós-fixada com taxa média de CDI mais 2,90%. A exposição a imóveis diretos ficou em 30,3% e ações em 1,1%.
No portfólio imobiliário físico, os edifícios corporativos São Luiz e HL Faria Lima mantiveram vacância física e financeira zeradas. O Shopping Uberaba registrou taxa de ocupação de 97,4%, praticamente estável em relação aos 97,5% do mês anterior, com projeção de resultado operacional anual mantida em R$ 43,02 milhões. A estrutura de capital do fundo permaneceu com alavancagem via operações compromissadas reversas lastreadas em CRI no patamar de 3,9% do patrimônio líquido.
No cenário macroeconômico, a gestão destacou o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, atingindo 13,75%, em conjunto com a manutenção de um discurso cauteloso pelo Copom. Foi ressaltado também o fechamento na curva de juros futuros de três anos, com a taxa real recuando de 8,12% para 7,57% e a nominal de 14,41% para 13,96%, movimento que tende a beneficiar a precificação dos ativos da carteira no médio prazo.