No relatório de janeiro de 2026 do KNCR11, o patrimônio líquido alcançou R$ 10,38 bilhões, alta de cerca de 6,5% em relação aos R$ 9,74 bilhões de dezembro de 2025, impulsionado por captações. A cota patrimonial ficou em R$ 102,27, praticamente estável ante R$ 102,26, enquanto a cota de mercado caiu para R$ 106,95 dos R$ 107,51 anteriores. O número de cotistas subiu para 537.890, ganho de 22 mil em um mês.
A alocação mudou: CRI representou 80,5% do patrimônio (baixa de 85,8%), com taxa média MTM de CDI + 2,08% a.a. e prazo médio de 3,7 anos (era 3,8 anos); LCI subiu para 9,4% (de 7,9%) e caixa para 9,9% (de 6,2%). A composição por setor se manteve similar, com escritórios em 45,8%, shoppings em 21,7% e logística em 10,8%. Sem eventos negativos de crédito na carteira.
O gestor investiu R$ 189,4 milhões em dois novos CRIs: R$ 91,4 milhões no HGBS Bauru Shopping a CDI + 1,64% e R$ 98 milhões no VISC Midway Mall a CDI + 1,73%, média de CDI + 1,69%. Isso compara com R$ 461,7 milhões alocados em dezembro. Há R$ 1,3 bilhão em operações em diligência, contra R$ 750 milhões no mês anterior, com desembolsos previstos em 8 a 12 semanas.
Dividendos de janeiro somam R$ 1,20 por cota (a pagar em 12/02/26), equivalendo a 1,18% sobre cota média de ingresso de R$ 102,12, ou 101% da DI (119% com gross-up). O resultado líquido foi R$ 119,8 milhões (R$ 1,18/cota gerado), menor que os R$ 127,1 milhões (R$ 1,33/cota) de dezembro, com reserva acumulada em R$ 0,15/cota (era R$ 0,17). A liquidez média diária cresceu para R$ 19,27 milhões, de R$ 15,23 milhões, com volume mensal de R$ 404,58 milhões.
O Copom manteve Selic em 15% a.a., sinalizando possível início de cortes em março de 2026, com moderação na atividade econômica e inflação em declínio. A carteira segue diversificada, sem alterações na estratégia de foco em CRI pós-fixados de baixo risco.