O KNCA11 é um Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (FIAGRO) de caráter imobiliário e de crédito, administrado pela INTRAG e gerido pela Kinea Investimentos. O fundo foi constituído como condomínio fechado, o que significa que não há resgate de cotas por iniciativa dos investidores, sendo necessário alienar as cotas no mercado secundário para sair do investimento. O fundo tem duração indeterminada e investe preponderantemente em ativos relacionados ao agronegócio, como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários de imóveis rurais (CRI), cotas de outros fundos especializados no setor e demais ativos permitidos pela legislação.
A gestão dos recursos é discricionária, cabendo ao gestor identificar, selecionar e adquirir os ativos conforme a política de investimento, sem necessidade de aprovação em assembleia para decisões rotineiras de investimento. O fundo cobra uma taxa global de 1,20% ao ano sobre o patrimônio líquido, além de taxa de custódia de 0,08% ao ano junto ao Itaú Unibanco. As cotas podem ser negociadas em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado, permitindo aos investidores vender suas participações no mercado secundário, embora com possíveis limitações de liquidez considerando tratar-se de um fundo recente e com política de investimento em ativos de menor liquidez.
O documento regulatório destaca diversos riscos significativos que devem ser considerados pelos investidores. Sobressaem o risco de liquidez reduzida das cotas e dos ativos que as compõem, o risco de crédito associado ao possível inadimplemento de devedores dos direitos creditórios, riscos macroeconômicos e de volatilidade de mercado, além de riscos específicos do agronegócio como variações em preços de commodities e condições climáticas adversas. Adicionalmente, como o fundo é recente regulamentação ainda é enxuta, criando incertezas jurídicas e possibilidades de interpretações divergentes pelos reguladores e pelo judiciário. Há ainda o risco de necessidade de aportes adicionais de capital pelos cotistas em caso de patrimônio líquido negativo, podendo os investidores perder total ou parcialmente seu capital investido.